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Dinho Camilo

Meu avô paterno – Camilo Vilela da Fonseca – foi o primeiro morador do Bairro Porto Velho. Morava numa modesta casa, perto do local onde hoje está o Campo do Guarani.
Homem honesto, trabalhador e exemplar pai de família.

Na época, não havia o viaduto e com sua canoa,  a muitos ajudou. Era só gritar o seu nome e em pouco tempo,  com a maior disponibilidade,  a pessoa já estava na outra margem do Rio Itapecerica. E o local até já era conhecido como o Porto do Velho, origem de seu nome atual.

Meu pai, adolescente na época, às vezes,  o ajudava nessa tarefa.
E não é  que  até o Frei Orlando se utilizou de seus préstimos?

Dinho Camilo, assim ele gostava de ser por nós chamado,  tinha também o dom de contar histórias. Quando ele apontava lá na esquina do Beco, de imediato,  o identificávamos: cabeça branquinha, com sua bengala e calçado de Alpargatas Roda. Alguém já gritava:
- O Dinho Camilo invém!
E grande era nossa  empolgação!

Ele sentava-se numa cadeira e nós, crianças, ao seu redor, no chão, ouvíamos  atentamente as Histórias do Brasil, que ele tão bem nos transmitia.

Hoje ele está no céu, rodeado de “netinhos” e a todos  deve enternecer,   com sua fala mansa e suas interessantes histórias.






fernanda araujo
Enviado por fernanda araujo em 03/03/2006
Reeditado em 03/03/2006
Código do texto: T118352
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
fernanda araujo
Divinópolis - Minas Gerais - Brasil
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fernanda araujo