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Deus morreu. Quem matou? Padre Miguel.

-Padre, Deus pode morrer? - suspeita-me que essa pergunta tão curiosa só pode ter vindo da mente de uma criança.
-E o feito já se foi - Miguel, suspeita-me que não seja insanamente normal, mas insanamente fora do normal.
-É? E foi pra onde? Ele vai pro céu?
-Não!! - tire essa idéia de sua cabeça menino, logo - Boca do inferno! Direto.
-Como é que Deus vai pro inferno, padre? - como, hein?
-Quem mandou Ele violar a SUA PRÓPRIA REGRA? - suspeito que a próxima pergunta da criança será "Que regra?"
-Que regra? - eu tinha certeza!
-Livre arbítrio! Livre... ARBÍTRIO! - interessante.

Aí ele (o padre) continuou, desbravando os dogmas fatais da vida. (Que padre!)

-Ele controlou Judas! O coitado não desfrutou do sabor do livre arbítrio! Como pode o criador violar a própria REGRA (entenda em itálico) tão descaradamente? - suspeito que a criança não entenderá a explicação do padre e irá falar em tom confuso "Não entendi" com três pontos seguidos.
-Não entendi... - acertei de novo (é claro, sou eu o autor dessa história).

E se foi a criança depois de receber um "Então sai daqui guri perguntador" do padre num tom V.R.R.C (Velho Rabugento que Reclama das Crianças).


                        FIM



Calor do cão
Enviado por Calor do cão em 23/03/2006
Código do texto: T127605
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Sobre o autor
Calor do cão
Salvador - Bahia - Brasil, 28 anos
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