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O Irritante "Gerundismo"


              CRÔNICA
                O Irritante “gerundismo”
                               

                Não bastasse as asneiras escritas por pichadores e “pintores” de um modo geral em muros, prédios de patrimônio Público, prédios particulares, fachadas de igrejas etc., os quais podemos “apreciar” um constante emporcalhamento, sem que se consiga capturar tais indivíduos, uma poluição visual das mais degradantes e desgraçadas possíveis. Vimos escritos como:
     “Kátia eu ti amo”;
     “Oficina de concertos de veículos levis e pezados”;
     “Aqui tem caudo de cana”;
     “Salão de cabeilerero”;
     “Banheiro quebrado não entre” ( cadê a vírgula?) ;
     “Não, entre sem camisa” (vamos entrar sem a camisa) .
                 E muito mais que, se relacionasse todas, não teria tempo de vida suficiente para tanto.
Essas frases não foram por mim inventadas eu realmente as li. Confesso que não sou, em absoluto, um letrado em todas as regras e normas da fala e da escrita de nossa língua portuguesa, mas o pouco que sei e a base que tive em meus estudos concede-me a honra de, pelo menos, ter a capacidade de correção de tais erros graças ao meu espírito de bom observador e bom leitor literário que sou.
Bem!...O tema desta crônica é: “O irritante gerundismo...” Vamos a ele então.
Nesse texto abordamos uma ampla e tenebrosa poluição sonora e escrita às custas do tema aqui argüido.
                Por qual motivo eu mencionei “poluição sonora?”. Há uma lógica embutida nisso. Passo a expô-la:
Quantas vezes, pelo menos é o meu caso, ouvimos programações em rádios e televisões, de pessoas que são consideradas eminentes advogados, oradores, médicos, juristas, professores e outros mais serem entrevistados e tendo, por conseguinte, a oportunidade de ficarem um pouco ou muito conhecidos na mídia?. Pois bem!...Quase todas  essas pessoas assassinam os nossos ouvidos e o nosso idioma também. Conseguem alterar o nosso metabolismo central nervoso com “malditas frases gerundiadas” e, o pior, repetitivamente a ponto de fazer com que troquemos de emissora ou mesmo desliguemos o aparelho.
Quando da entrevista, se a mesma estiver sendo feita em tempo real, dá a vontade de telefonar para a emissora e pedir para parar o programa tal é irritante ouvir a toda hora as mesmas bestiais frases, não por acidente, mas por questões de falta de conhecimento de sinônimos, então ouvimos frases assim:
           “A merendeira vai estar oferecendo a refeição do dia...”;
           “O autor     do livro vai estar dando autógrafos...”;
“O Sr. Governador deverá estar chegando às...horas”.
       E outras infinitas mais.
       Não vamos nos irritar aqui, vamos trocar tudo.
                Assim:
         
           “A merendeira oferecerá a refeição do dia...”
           “O autor do livro dará autógrafos...”
           “O Sr. Governador deverá chegar às...horas”
      Viram?...Facilitou e não irritou
               E quando você se encontra com algum amigo e quer prosear um pouco, então ele te diz:
      -       Desculpe-me, agora não posso parar, vou estar tendo uma reunião e já estou me encontrando atrasado.
Ehrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!..............Nunca mais quero “papo” com esse cara. Não pelo motivo de
não poder conversar comigo, mas pelo nojento português empregado.
           Obrigado por estarem lendo este pequeno, mas precioso, texto. Espero ter contribuído, um pouquinho que seja, para o bom comportamento de Nossa Língua Portuguesa.


        PS. Em minhas próximas crônicas pretendo estar abordando (olha eu aí também dando uma de nó cego) outros vícios da língua os quais também irritam. Quem sabe devagarzinho e com a sua ajuda consigamos, em parte, estarmos consertando esse Brazilzão de Deus ( risos)

Um abraço a todos.

       Nadir Lucio dos Santos
         “Escritor amador”


Visitem o site : www.recantodasletras.com.br
                                                                                   Obrigado.
lucionadir
Enviado por lucionadir em 30/03/2006
Reeditado em 21/04/2006
Código do texto: T130798
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Sobre o autor
lucionadir
Jundiaí - São Paulo - Brasil
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