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Tem que valer a pena.


     Há momentos em que nossas vidas pedem um up, uma sacudida, um: ei, você está aí? mesmo? Vivendo ou deixando, parodiando Zeca Pagodinho, deixando a vida te levar. Na música, muito bem, deixa rolar, mas por favor, há um momento na vida em que temos  que tomar as rédeas, sermos verdadeiramente os protagonistas e literalmente"levar" nossa vida como quisermos, e para isso, às vezes pagamos um preço alto demais. Mas e daí? São as nossas escolhas. Nós somos o fruto de nossas escolhas.E às vezes não, dá tudo certo e deixa a vida me levar... "Zeca Pagodinho está muito bem, ele compõe e canta na sua típica malandragem, colocando na boca do povo, a delícia deste e outros sambas e pagodes.
    E olhem aonde ele está. Mas, voltemos à vida real; pé no chão amigo. Nesse mundo árido, e não quero parecer pessimista, ou ainda uma chata que usa uma lente sempre obscurecida, vendo as coisas de formas distorcidas e desprovidas de beleza, inatingíveis. Não. É justamente o contrário. Mas nesse mundão, aonde o preconceito ainda é em grande parte o protagonista de toda uma vida, como fazer para segurar o trem desta história que quase nos atropela diariamente? Ouso uma tentativa de resposta; Permanentemente aprendendo, buscando, aprimorando-se. Não só como trabalhadores, mas como cidadãos. Parou? O trem passa por cima; e passa mesmo.
     Não quero parecer uma incorrigível otimista, mas ainda sou fã de carteirinha da vida. Vida em um contexto macro, em uma visão profunda. É impossível não enxergar. Troca a lente amigo. Certa vez conheci uma senhora que deveria ter usado uma lente mais generosa perante a vida. Veja só: Senhora madura,filhos criados,netos, o marido havia sido premiado com uma viagem a Paris! Pensei comigo; voltará de lá embevecida. Ah, Paris, cidade da luz, pura satisfação eu pensei, felicidade, voltarão renovados. Deixemos o marido de lado.A senhora voltou falando de PARIS o seguinte: que a torre Eiffel era baixinha, a Monalisa e todo o Louvre uma porcaria e a mais impactante de todas as asneiras: os parisienses fedem. Caramba! Troca o óculos de uma vez amiga. Ela só viu em Paris duas axilas abanando-se permanentemente.E foi essa sua imagem e acabou. Que triste né? Explícito está que como ela não gosta de viver, também não gosta de conhecer, porque o ato de conhecer está intimamente ligado ao ato de você gostar de viver. Tá faltando amor nesta vida. Talvez esta senhora nunca tenha tido um sonho,ou seu sonho tenha se perdido na vastidão do tempo. Tempo, inexorável tempo. Se nos tiram as perspectivas da vida, corremos o risco de um dia ficarmos assim, inertes. Lutemos pois então. Está em nossas mãos. Às vezes o preço é um tantinho caro, mas com toda certeza, lá adiante, veremos que terá valido a pena.
Mariles da Costa Boschi
Enviado por Mariles da Costa Boschi em 30/03/2006
Código do texto: T131212
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Sobre a autora
Mariles da Costa Boschi
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 51 anos
10 textos (1312 leituras)
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Mariles da Costa Boschi