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Parafuso solto

Quando vejo uma grama aparadinha, bem cuidada, eu com meus 63 anos, ainda tenho uma vontade louca de nela  rolar, virar cambalhota, como eu  fazia quando tinha meus verdes anos.
No beco onde morava, havia um gramado na porta de uma vizinha, onde era costume dela, ali estender a roupa para “corar”. À  tardinha, olha eu lá virando minhas “cambotas” – era assim que a gente falava. E eu nem sei como isso eu fazia, não sei se minha mãe não via, porque na época  usava era vestido o que “dificultava” a virada.
E na falta de uma grama, até mesmo na cama, na hora do terço(!), não perdia  a  oportunidade de me exercitar.
E essa minha vontade não passa. Será  que eu tenho um “parafuso” a menos? Ou, talvez, eles estejam todos soltos!
fernanda araujo
Enviado por fernanda araujo em 01/04/2006
Código do texto: T132207
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Sobre a autora
fernanda araujo
Divinópolis - Minas Gerais - Brasil
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fernanda araujo