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H A R P A

 
 
Abril/2006. A situação e os aspectos políticos são verdadeiros pratos cheios para os mais diversos comentários e opiniões. A bem da verdade, sempre estiveram em evidência e, tristemente, seguiram e seguem sob a ótica da suspeição de ações ilícitas, não raro da acusação e da prova, dentro dos três poderes vigentes. Para um país com vastíssimos recursos naturais (ainda), e de um povo dócil, alegre e pacífico (ainda), é uma chaga que parece não mais se afastar da vida pública, desonrando tantos patrícios, quer ilustres quer simples, do povo, que trouxeram vivo e brasileiro este pedaço da América do Sul. Ora, se o legislativo e o executivo são os representantes do povo, respinga em todos nós (os representados) os mais diversos temperos de pizzas. O judiciário cumpre as leis e a constituição. Dentro do cabedal legal existe a figura da interpretação. Quando para um suspeito em potencial é concedido o direito de não responder absolutamente nada numa CPI, pode ser legal este proceder, mas cai na vala do imoral. E, aí, o imbróglio está feito, pois quem faz as leis é o legislativo. O executivo e o judiciário as cumpre (?).
Não sei se é a falta de cultura do povo, que não chega a ler sequer um livro/ano/por habitante, ou se são os dotes (?) musicais, os mais diversificados, que nos levam aos “carnavais” (festas populares, programas de TV, etc.), bálsamo para qualquer erupção popular (e que nunca ocorra, fique bem claro). O que se vê é a degeneração gradual, quer moral quer cívica. E com qual argumento condicionaremos as novas gerações que os ilícitos o são realmente? Este é o mais indecente repasse, que teimamos em não liqüidá-lo.
E agora o porquê do título. Ah! A harpa! A harpa de Davi, autor dos salmos. A harpa conhecida na mais remota antigüidade, entre egípcios, assírios, hebreus e romanos. Conhecida em todos os continentes. E da harpa chegamos em Harpalo, lugar-tenente de Alexandre Magno, que confiou-lhe o governo da Babilônia e a guarda do tesouro real (324 a. C.). Harpalo o dilapidou em parte e se refugiou em Atenas. O quê? Já existia maracutaia naquela época?  Do processo contra Harpalo, quem ficou comprometido foi Demóstenes. Ah! Ainda bem. Certamente o chefe, Alexandre Magno, não sabia de nada. Não viu nada. De onde eu desconfio que a pizza nem é chinesa nem italiana. Ela é grega.  Mas... seu Cláudio Pinto, e a harpa, pô?  Ah! Sim, a harpa. É um instrumento musical de cordas dedilhadas, de forma triangular, com 43 ou 46 cordas paralelas e sete pedais. O seu executor fere as cordas “puxando-as contra o peito”. Que bonitinho, não? É venha-e-venha! Harpejar até parece gesto do glorioso Harpalo dilapidando o tesouro da Babilônia. Ainda bem que, na função pública (hoje em dia), no tocante ao tesouro,  muitos só   comem pizza. Ou será que existem harpistas?
 
Cláudio Pinto de Sá
Enviado por Cláudio Pinto de Sá em 03/04/2006
Código do texto: T133218
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Sobre o autor
Cláudio Pinto de Sá
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 69 anos
163 textos (23328 leituras)
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Cláudio Pinto de Sá