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"POUCO CASO"

O cidadão que inventa alguma coisa, tem por obrigação acreditar naquilo que criou, e ter a devida competência para manuseá-lo, usá-lo se for o caso.
Portanto quando ele criar algumas regras, ele próprio tem que ser o primeiro a segui-las, a respeitá-las do contrário quem as respeitariam? E esta mesma regra que foi criada, quando é substituída por outra, é porque não era boa, do contrário não precisava ser trocada.
Assim são as leis que regem os municípios, os estados, ou até mesmo os países.
Desde que o mundo foi povoado, há sempre alguém querendo e conseguindo burlar as leis existentes.
Os tempos foram evoluindo, e chegou a uma situação, insuportável, onde o próprio criador...ou criadores, já as criam deixando buracos para eles próprios escaparem delas.
Eu estou falando das leis, todos nós cidadãos sabemos que é crime roubar, furtar, subornar, coagir, ou falsificar...mas isso só está valendo para cidadãos comuns, pais de família honrados, que pagam a luz que usam, a água que gasta, o combustível do seu carro, e os impostos dos seus bens, mesmo quando este cidadão não tem bens, e mora numa residência alugada, tem que pagar o IPTU do imóvel que reside, e quando morre; aí começa tudo outra vez.
Tem que registrar a sua mortalidade, pagar tributos do pedaço de chão no qual foi sepultado.
Mas o que mais intriga, é passar na rua e ver os prédios públicos essa mágica frase, "público", mas sabemos que de público alí não tem nada.
Os fóruns são públicos, as prefeituras são públicas, os semitérios também são públicos, as famosas faculdades públicas, que dificilmente tem uma vaga para o cidadão de baixa renda, estradas e rodovias públicas, que não te deixam viajar nela se não dispor do dinheiro para pagar o pedágio, entendo que os patrimônios públicos sobrevivem de impostos, mas uma cidade que tem menos de dez mil habitantes, noventa por cento deles ganham de trezentos, a um mil reais por mês, porém a câmara de vereadores desta mesma cidade, comporta quinze ou mais vereadores ganhando milhões, e sangrando os cofres públicos, para fazerem nada, duas reuniões por semana, férias de sessenta a noventa dias, e aposentadoria com apenas dois mandatos, emnquanto que o seu Zé pedreiro dá duro seis dias por semana, e trezentos e sessenta e cinco dias por ano, e só pode aposentar com sessenta e cinco anos, isso se ele conseguiu pagar todas as contribuições previdenciárias ininterruptas.
O mundo é bom, o nosso país é bom, os inventores das leis e quem as comandam... não prestam!
Antonio Hugo
Enviado por Antonio Hugo em 03/04/2006
Código do texto: T133244
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Hugo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
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