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Páscoa...

Páscoa...

Posso ter um minutinho de sua atenção? Só um minutinho (vc lê e vê tanta porcaria na net... pare um segundinho pra ler isto aqui, por favor)

Não quero te convencer de nada... eu só quero falar um pouco...

Quero falar de algo muuuito grande que tenho dentro de mim e preciso te contar.

Sabe o que é?

Não? Então deixa eu dizer:

JESUS MORREU POR MIM...

Vê se pode, Deus mandou seu único filho pra morrer por mim...

Quando penso nisso é difícil acreditar.

Eu mereço tal sacrifício? Eu mereço a vida do filho de Deus?

Isso me faz lembrar de um assassino condenado à morte. Ele se chamava Barrabás e ia ser crucificado. Vocês lembram daqueles filmes de bang-bang ou dos desenhos do pica-pau onde um dono de funerária vestido de terno preto media o tamanho das pessoas pra fazer o caixão? Pois é, assim como o caixão era feito sob medida, a cruz, naquela época, também era. E foi construída uma cruz do exato tamanho de Barrabás.

E Barrabás estava lá, deitado em uma cela imunda, fétida, cheia de lodo e seu corpo já estava todo surrado. Ele sabia que aquele era seu último dia. Mas de repente alguém apareceu e disse que ele não ia mais ser crucificado, pois, em eu lugar, morreria uma outra pessoa. Se Barrabás perguntou quem era essa pessoa a resposta foi: “Jesus, um tal de Jesus morrerá em seu lugar.”

Eu até posso imaginar Barrabás saindo da cela e, depois, indo acompanhar a multidão para tentar ver quem era o tal Jesus que ia morrer em seu lugar.

Se Barrabás fez isso eu não sei. Mas sei o que ele viu se procurou ver o tal Jesus: Barrabás viu um homem carregando uma cruz que não era dele. Viu um homem levando chibatadas que não eram pra ele. Barrabás viu pingando um sangue que era inocente. Viu um homem coroado com espinhos de uma polegada cada. Barrabás viu um homem ser pregado em uma cruz que não pertencia a ele. E viu Jesus morrer a morte que não era pra ele – Jesus – morrer. Jesus carregou e foi morto em uma cruz que, sequer, tinha o Seu tamanho.

Pensando nisso, meu amigo, eu só consigo entender uma coisa: a cruz que Jesus carregou não era dele, era minha. Não era pra Jesus ter vertido seu próprio sangue. Naquele dia, era o meu sangue que tinha que escorrer. A morte que Jesus morreu – morte de cruz – era a minha morte. Jesus carregou e foi morto em uma cruz que tinha, exatamente, o meu tamanho. Aquela cruz que Cristo morreu, era minha.

Esse tal de Cristo, segundo a Bíblia, morreu por mim.

Por que? Eu valho tanto assim?

Eu sou um nada. Um grão de areia nesse mundão de meu Deus. Tenho falhas em todos os setores de minha vida. Por que então esse tal de Jesus morreu por mim?

Eu não sei te responder não... mas um dia quero ter a oportunidade de, lá no céu, olhar nos olhos desse Jesus e dizer “obrigado, Jesus. Mas sem querer ser ingrato, por que o Senhor morreu por mim?”

E confesso, não faço a mínima idéia de qual vai ser a resposta dele...

Mas isso me faz lembrar de uma outra coisa: minha filha, que tinha pouco mais de um aninho e se chama Lívia (linda, a cara do papai aqui), tinha uma bonequinha de pano. Nós a acostumamos dormir com a tal boneca. E a Lívia acostumou de tal forma que não vai pra cama sem a dita cuja. Com o passar do tempo, por óbvio, a boneca de pano foi ficando velha, furada, e com uma etiqueta toooda suja (pra dormir, a Lívia fica enrolando no dedo na etiqueta). Apesar dessa bonequinha estar velha, com espuma saindo pelo buraco, minha filha não dorme sem ela. Às vezes a boneca se perde pela casa, e antes de dormir a Lívia sai procurando e chamando com a aquela voz de anjo: “néquim... néquim...”. E quando ela acha é a maior festa, beijos e abraços na “néquim” dela, e lá vão as duas dormir. Sem medo de errar, eu posso dizer: a Lívia ama aquela bonequinha, por mais velha que ela esteja.

Sim... eu também estou meio estragado... com meus defeitos e erros brotando pelos meus poros. Mas mesmo assim o meu Deus me ama. Às vezes também me perco por essa vida, me desvio e erro o caminho... Mas Deus me procura e me reencontra... Aí, meu amigo, é só alegria.

Eu não sei por que Ele faz isso. Mas eu sei que Ele faz. Eu sinto isso todos os dias em minha vida... Jesus está ao meu lado, me ajudando, me carregando no colo e me fortificando.

Meu Jesus não só morreu na minha cruz. Ele ressuscitou para que eu, igualmente, tenha a vida eterna.

Eu não mereço nem uma gota de suor desse tal Jesus. Mas ele deu o próprio sangue por mim.      

Nesta Páscoa, lembre-se de seu real significado: Um Deus que me ama – e te ama – deixou o Seu Trono de Glória e veio até esta terra, sujar seus pés com poeira, passar fome, frio e calor, ser xingado, apedrejado, vaiado, perseguido e, finalmente, morrer em uma cruz que pertencia a uma pessoa que sou eu e, se você quiser, que era sua também.

Por que ele fez tudo isso?

Vamos combinar: no céu, vamos juntos, eu e você meu amigo, perguntarmos pra ele “Jesus, por que o Senhor morreu por nós?”

Combinado?

Feliz Páscoa...

Seu amigo e irmão em Cristo: Denis Clebson da Cruz (Kzar).

Ps.: Hoje a Lívia está com 6anos e meio e continua dormindo com a bonequinha dela, mais velha que nunca...
Kzar
Enviado por Kzar em 05/04/2006
Reeditado em 28/10/2008
Código do texto: T134071

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Sobre o autor
Kzar
Mundo Novo - Mato Grosso do Sul - Brasil, 39 anos
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