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O sonho da casa própria

O sonho é uma peça fundamental na vida de qualquer mortal.

Alguns privilegiados já nascem proprietários de suas moradias e lá vivem como bem entendem e podem sob seu próprio teto. Outros sonham com a compra da casa própria.

Os menos favorecidos, os chamados inquilinos, tais como o ilustre e irreverente espermatozoide que não é definitivamente um privilegiado, segundo as más-línguas, pois vive de favores em um saco. O mequetrefe sempre reclama por habitar um espaço  limitado. Ultimamente vem reclamando que o seu condomínio é um tremendo de um ovo, isso quando não reclama de suas caminhadas, pois na maioria das vezes, não pode passar pelo portão da frente, mesmo sabendo que do outro lado, sempre tem uma beldade de portas abertas a lhe chamar e a lhe oferecer um recanto de mata fresca e virgem, quando não, absolutamente desbravada e poluída.

Os grandes problemas que ele enfrenta nos dias de hoje, são os seus vizinhos que sempre foram e serão um calo na vida de qualquer um, principalmente os adjacentes, que são uns verdadeiros pentelhos. Isso sem falar que eles convidam seus amigos no fim de semana para fazerem sacanagem nos arredores. Esses são uns verdadeiros chatos que, com jeito de carrapato, não param de andar de um lado para o outro, fuçando tudo.

Já o amigo da onça que mora nos fundos... esse é de lascar lenha, só faz merda quando não está fazendo barulho. Em algumas oportunidades chega ao cúmulo de tocar corneta, já na alvorada e como se não bastasse, é o vocalista principal de duas bandas e uma bunda. Na maioria das vezes, canta com a cara suja, não é muito dado a lavar o olho. Como desculpa sempre fala que no olho não se deve passar nada, diz também que onde passa um boi, passa uma boiada.

É importante observar que o pobre do inquilino, mesmo morando de favor, como é o caso do digníssimo espermatozoide, ele ainda tem que se preocupar com o dono do imóvel, que geralmente é um cidadão de muitas posses, temperamental e ardiloso. Quando começa a ter problemas com os seus credores; ou seja, começa a ficar duro, ele logo quer botar o morador pra fora aí, não adianta aquela choradeira de sempre: calma! Calma! Não empurra, não empurra, sou perneta.

Quem mora de favor corre o risco de ser jogado na rua a qualquer momento, sem mais nem menos. Mas, como diria o meu avô: “quem casa quer casa”.

Inquilino que se preza pula fora e sai correndo com cara de menino ou menina, pra sonhar outros sonhos.
Pedro Cardoso DF
Enviado por Pedro Cardoso DF em 10/04/2006
Reeditado em 11/10/2017
Código do texto: T136692
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Pedro Cardoso DF
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 69 anos
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Pedro Cardoso DF