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Está cada vez mais comum observarmos os vídeos com cenas de sexo explícitas, nitidamente amadoras e caseiras, onde moças e rapazes, às vezes somente rapazes ou somente moças, aparecem nos sites especializados como o You Tube. A onda de sexo barato onde um casal aparece transando sem nenhum problema de revelar a identidade já está sendo chamado de SEXO SEGURO. Adeptos acabam preferindo assistirem tais cenas ao invés de procurarem os encantos dos prazeres com seus parceiros.
 
É pouco provável que as pessoas parem para pensar neste tipo de problema, mas a banalização do sexo está provocando distúrbios importantes na vida afetiva dos casais modernos; da mesma forma que também há um círculo criminoso onde um dos parceiros esconde câmeras filmadoras em algum canto do ambiente onde levarão seus parceiros e depois editam tais filmes e os colocam na internet sem nenhuma anuência dos participantes.
 
Na crônica onde falei do Estupro de Joaçaba, Santa Catarina, onde uma jovem menor de idade que estava numa festinha de amigos e foi estuprada, tendo seu vídeo criminoso postado na internet, eu pude esclarecer sobre os temas policiais que isso pode envolver; também citei algumas das questões sócio familiares que tanto amedrontam pais, mães, irmãos e amigos preocupados com o bem estar de seus entes queridos.
 
As mulheres são 99% das vítimas e geralmente, namorados, noivos e maridos são os culpados pela proliferação destes vídeos. As crianças também estão entre as vítimas e mesmo com as muitas apelações governamentais contra a pedofilia, pouco se observa efetivamente para que este fenômeno não cresça ainda mais. Segundo pesquisa da ONG estadunidense Save Children, cerca de 100 mil novos vídeos de sexo explícito amadores são postados todos os dias ou 3 milhões todos os meses. Cada vídeo é destinado a uma tribo onde os abitolados doentes pelo tema específico curtem e propagam. Algumas moças que já participaram destes vídeos, com certeza, já foram mais vistas do que qualquer uma atriz de Hollywood.
 
Verdade ou mito, estes vídeos estão nos computadores de crianças e adolescentes, estão também nos computadores dos adultos doentes que já não sabem viver sem este tipo de sexo; como se fosse pouco ou racional, estes vídeos viram pragas na rede mundial e causam prazeres a tantos e asco a muitos, mas o pior de tudo é que jamais eles apontam terminar.
 
Lembro das revistas suecas da década de 70 onde mulheres aparentando mais de 30 anos apareciam em poses sexuais com seus parceiros, eram a coqueluche daquela época; na década de 80, apareceram as primeiras ninfetas e logo se tornaram o auge da questão sexual; mas na década de 90, com a chegada da internet, todos os tabus foram quebrados e milhares de mulheres se revelaram em páginas virtuais; os dogmas envolvendo o sexo jamais seriam os mesmos.
 
O que importa mesmo é que pais, mães, amigos, irmãos e outros parentes, sequer sabem o que acontecem com estas vítimas, salvo terem o azar (sorte de alguns), deles aparecerem em algum escândalo. Os pais são responsáveis, no meu ponto de vista, de pelo menos 60% de todos os casos.
 
As crianças de hoje já crescem sabendo de mais coisas do que um adulto de 1899 sabia, não deixando de creditar os valores culturais de cada época; o sexo está tão comum e banal que alguns meninos de 10 anos já repetem nas escolas que “estão de olho na vizinha do 734 porque ela toma banho nua na cobertura e não se importa de saber que a estão gravando de algum apartamento”. Ficar nua ou transar ficou tão comum que ninguém mais se excita com ceninhas bobas que aparecem na televisão. Não sou ancião, mas em meu tempo, ficávamos excitados com propaganda impressa de sutiã.
 
Nas minhas pesquisas anti pedofilia acabei descobrindo um site onde as mulheres casadas são expostas em vídeos; algumas já se divorciaram mas seus ex-maridos puseram fotos e vídeos de suas intimidades para que todos pudessem partilhar daquele momento ímpar.
 
Portanto, de agora em diante, quando você (principalmente as mulheres), estiverem no bem bom com seus amantes, se não quiser aparecer na internet, cuide-se e avalie bem o ambiente e circunstância que vocês estão vivendo naquele momento. Câmeras filmadoras sem fio, dentre outras, fazem este trabalho e o custo não sai por mais que R$ 300,00; para as moças o meu conselho é: alerta redobrado e no primeiro sinal de gravação, denuncie. Casais costumam filmar suas intimidades, mas o cuidado também deve redobrado, porque de um lado, estes maníacos pervertidos, que são os criminosos naturais, costumam armazenar tais materiais sem nenhuma segurança e em grande parte das vezes eles acabam caindo na rede.
 
O problema do sexo explícito na rede é de natureza policial e social; mesmo quando praticado por adultos, não há como negar que influencia negativamente na conduta do amadurecimento precoce das crianças e adolescentes. Torna-se de natureza criminosa, requerendo a participação do Estado, quando envolvem crianças ou uma das partes não autoriza a sua publicação. Outro problema pode gerar ainda mais gravidade; são os sites que cobram pelos acessos. Estes sites costumam não indicar origem ou personalidade jurídica confiável; eles solicitam como pagamento a apresentação de cartões de crédito, mas depois disso, o cliente poderá ter dores de cabeça que vão além de observar casais em “lua de mel” com a cama.
 
Alguns motéis brasileiros já foram investigados após denúncias de que estariam utilizando câmeras escondidas para monitorarem a vida amorosa de seus clientes. Pode parecer absurdo ou até mesmo uma aberração, mas alguns donos de motéis de todas as categorias, dos de luxo aos mais baratos, utilizaram sim este artifício para flagrarem o ato sexual de seus clientes e o pior de tudo, ainda publicaram os conteúdos na internet. Poucos casos chegaram a ser divulgados por causa do efeito que isso poderia causar no meio dos motéis, que é mais lucrativo do que a rede de hotelaria convencional; e sem provas concretas, ficou difícil prender algum infrator.
 
Seja autorizado ou não, a intimidade de qualquer casal, heterossexual ou homossexual, deveria estar restrita aos seus cômodos de amor; infelizmente alguns rompem esta confiança e a ética social e publicam parte ou vídeos inteiros, deixando uma parte da sociedade em fúria com suas mãos e genitálias e causando pânico na rede mundial de computadores a pais, educadores e outros usuários que buscam pesquisar ou outro tipo de diversão.
 
De agora por diante, quando você estiver se divertindo sexualmente falando, abra mais os olhos e ATENÇÃO: VOCÊ PODERÁ ESTAR SENDO FILMADO!
 
 
Carlos Henrique Mascarenhas Pires
Meu site: www.irregular.com.br

Imperador Dom Henrique I
Enviado por Imperador Dom Henrique I em 17/01/2009
Reeditado em 24/01/2009
Código do texto: T1389634
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Imperador Dom Henrique I
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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