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LIBERDADE NO TEXTO.

Dizia-me a professora
Pause, vírgulas.
Uma pausa pequena para cadenciar o texto.
Pontos, finalizando idéias intermediárias.
Parágrafos para pensamentos completos ou suficientemente desenvolvidos no contexto.
Ponto final é o fim.
Mas, queria escrever sem pausa nenhuma.
Coisas de gente em se fazendo gente, quando o tempo parece acabar, e o pensamento doido quer ser expressar de uma única vez, sem ponto final que cheira à morte, ao fim, ao nada mais a dizer.
A pontuação viola o furor juvenil.  Já se apresentam disfarçadamente  a censura e a opressão das regras de conduta que virão mais adiante na juventude emancipada e na vida adulta.
Não se quer pontuação, na adolescência e na vida também, e muito menos ponto final.
E o nosso sistema de ensino não entende e oprime, quando proclama liberdade, sem saber ao menos o que seja o significado da palavra no sentido concreto do termo.
Proclama a liberdade da adequação completa do processo criativo, da arte, às amarras da pontuação burocrática.
O talento não reclama pontuação, porque o ritmo certo lhe vêm à cabeça e vai ao papel com a coerência da liberdade verdadeiramente livre.
Quem diz, desdenhando das regras, diz bem sem o saber.
jose antonio CALLEGARI
Enviado por jose antonio CALLEGARI em 15/04/2006
Reeditado em 16/04/2006
Código do texto: T139716
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Sobre o autor
jose antonio CALLEGARI
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
475 textos (25277 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 02:46)