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"Estou perguntando para você. Me responde."

Às vezes me pergunto meio ao silencio da noite: “Como é que eu faço pra te encontrar?” ... Por horas a fio fico imaginando uma resposta, ligo a tv, abro o micro, conecto na rede, bato papo, ouço e faço musica. Mas nada de respostas, me sinto mais vazio a cada instante, dentro desta densidade emocional... Dou asas a minha imaginação e num vôo cego de ave noturna sou guiado por uma sensível sombra no meu pensamento, e me vem outra pergunta: “Onde estará você?”
Já cansado deste vôo atribulado pela garoa fria, pela intrépida neblina e pela intensa e atordoante escuridão, meu peito se faz mais dolorido e divago em lúgubres descaminhos da minha insensatez, porque no fundo eu sei que a procura que faço, só me deixa perdido nos sonhos dos pensamentos insanos da minha fértil imaginação. Cai a madrugada saio do meu leito e aprecio os céus, vislumbrando as estrelas no firmamento por alguns instantes, posso te sentir tocando minha alma com a doce e suave brisa da aurora. Nuvens embaçam as minhas vistas e já não consigo ver as estrelas com nitidez, e vem um vento frio e amargo afastando a doce e tênue brisa que me trazia tua presença, fico agora estático e imóvel ao relento a espera de que o sol venha brilhar e acalentar toda essa frieza que envolve meu ser. Agora, tenho alem da dor tenho o frio da solidão pra me incomodar, me faço outra pergunta: “Quem é você?” ... Por que ronda minha cabeça me fazendo pensar que posso te ter?  Porque navega na ilusão desse meu coração desprovido de proteção?... Porque faz saltar do meu peito tanta emoção que se fazem em lagrimas que não rolam pelos olhos ficam retidas internamente, transbordando para o mar de agonia que afoga no soluçar silencioso dessa longa espera. Sei que pode ser castigo pelos meus abomináveis crimes de amor, sim posso já ter sido julgado e condenado a viver essa eterna busca pelo teu amor, sei que não existem regras, não existem parâmetros ou grandezas para mensurar esse fatídico destino, onde a busca se faz promessa, a promessa se faz dúvida e a dúvida se desdobra em sofrimento e amargura, tornando cada vez mais doentia essa idéia de que você existe e que eu um dia ainda irei te encontrar e te fazer a mulher da minha vida, a alma gêmea dos meus desejos, a diva da minha sensualidade escondida, a musa inspiradora da minha criatividade reprimida,  a estrela guia que brilhará nas minhas noites, a paz que trará ao meu sono sonhos repletos de felicidade,  porque dentro de você está a pura essência da luz que dará o brilho em minha vocação para viver.
Mesmo sabendo que eu existo, que acredita que estou a sua procura, que já vaguei por terras, naveguei por mares, e voei pelos céus em sua busca, bati em varias portas e até entrei por engano, sei que continua á minha espera, volto a primeira pergunta: “Como é que eu faço para te encontrar?”
Zoiudo
Enviado por Zoiudo em 22/04/2006
Código do texto: T143201
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Sobre o autor
Zoiudo
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 60 anos
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