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QUEM AGUENTA O "TÁ" ?

       
               Neste texto (um trecho apenas) simulo uma entrevista com uma personagem fictícia. A tal personagem, por mim criado, trata-se de uma médica Veterinária (aqui, Dra.) que demonstrará como é insuportável o emprego da “palavrinha tá” durante uma conversa.
Como nota, acrescento que, tanto a personagem quanto o texto mesmo sendo fictícios, relata uma realidade da qual, por inúmeras vezes, ouví nos meios de comunicação e, com diversos tipos de personalidades. Somente a título de ilustração, devo acrescer ainda que, o juízo que faço a respeito das pessoas que são viciadas no emprego da tal palavrinha é que: Estariam com falta de assunto ou querem dar-se sabedores dominantes e únicos do assunto em questão, no entanto, tornam-se desprezíveis no sentido de para quem os ouvem (tal como no “gerundismo”, por mim descrito no site: www.recantodasletras.com.br.)
Vamos à entrevista:

               
    Eu   -  Boa noite!...
             Dra  - Boa noite!...
             Eu   - Como a Sra. define a medicina Veterinária?
             Dra - Bem!, eu a defino como uma ciência ...tá?...que, como nos seres humanos ...tá?...,é o conhecimento da anatomia e das doenças dos animais irracionais...tá?...e é a arte de curar esses animais ou tratar de suas doenças...tá?...
Eu – Doutora, porque motivo, a Sra. acha que certos animais podem adoecer ou mesmo vir a falecer, sito um cão como exemplo, ao sentirem, por algum determinado tempo, a falta de seu dono ou de outro cão “seu amigo” que sempre conviveram?
Dra – Nesse caso...tá?...acredito que seja por algum motivo óbvio...tá?...O homem também pode adoecer ou morrer de saudade...tá?...Vimos aí...tá?... a banzo...tá?...aquela terrível doença nostálgica que atacava aos negros que ficavam saudosos de seu País...tá?...Acho que o animal também é mais ou menos por aí...tá?...
Eu –  É verdade que o cachorro não enxerga o colorido?
    Dra. – Desconheço esse caso...tá?...mas, acredito que seja verdade...tá?...pois, somente nós os humanos, é quem sabemos dar nomes a tudo então, não vejo o porque do animal enxergar colorido (risos).
   ..........................................
                                ............................
         Assim continuou, a entrevista, por mais meia hora e tivemos que ter o “saco” para agüentar tantos “tás” . Acho que você também, caro leitor, pensou em encerrar logo essa entrevista  não é?
Você acha que exagerei nos “tas”?.
Pois, quando vir entrevistas, aí pelos meios comunicativos ou mesmo ao vivo, procure prestar atenção no “papo” (principalmente do entrevistado) e irá perceber que, realmente, não exagerei tá?... .

                                                                                              Um abraço.
   Nadir Lucio dos Santos
                                                                                         


                           
                   





       

                 



 

 


                                       






                     


lucionadir
Enviado por lucionadir em 27/04/2006
Reeditado em 27/04/2006
Código do texto: T146011
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Sobre o autor
lucionadir
Jundiaí - São Paulo - Brasil
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