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Foi o acarajé?

Onofre e Chiquinha  foram  conhecer Porto Seguro e, como de praxe,  fizeram um city-tour.  Visitaram museus, conheceram   o marco português que lá deixou a expedição de Cabral, foram ao “shopping” indígena, falaram com o Cacique que orgulhoso exibia sua foto tirada com o Papa João Paulo II, em sua visita a Porto Seguro. Viram a enorme cruz  lá colocada (no lugar da original) nas comemorações dos 500 anos. As velhas casinhas com cores bem variadas, ao redor da enorme  praça toda gramada, davam um ar bem festivo ao local.  E depois de tudo fotografado, filmado, admirado, veio a sede  que foi saciada com  água de côco geladinha. E lá  não podia faltar a presença das baianas, com seus trajes típicos,  fazendo o que?  Fritando no óleo de dendê o  tradicional acarajé, tendo como principal ingrediente da massa    o  feijão fradinho e o camarão  como  recheio.  O cheiro rescendia longe ... e Chiquinha  sentiu-se tentada a saborear aquele petisco. Já provara uma vez no Pelourinho  e até gostara.
Mas nem todo dia é dia de acarajé! Voltaram ao Hotel e no dia seguinte, Chiquinha  não se sentia bem! Só conseguiu, no café da manhã, comer uma fatia de mamão inclusive   com suas sementes. E foi só!  Foram para a praia e lá Chiquinha  passou o dia com água de côco para descansar o  fígado e  eliminar toda a toxina deixada pelo malvado acarajé.  O mar estava lindo e tentador! As ondas  chamavam Chiquinha,  com toda força, para um  entretenimento melhor! Onofre e Chiquinha  cederam aos apelos das ondas e lá estão os dois, bem longe da praia, divertindo-se a valer, ora saltando as ondas, ora furando-as!

Mas o  acarajé mostrou sua força maldita e Chiquinha  não teve  como agir com rapidez  e  a natureza não pode esperar!  De repente,  Onofre viu  que no mar apareceram  umas bolinhas pretas: eram sementinhas de mamão! Não tinha a menor dúvida! Chiquinha já aliviada ria-se a valer e Onofre  é que tentava correr, fugindo das ondas, e ficar bem longe das sementinhas!

fernanda araujo
Enviado por fernanda araujo em 27/04/2006
Código do texto: T146134
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Sobre a autora
fernanda araujo
Divinópolis - Minas Gerais - Brasil
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