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Os bêbados


Estavam os três embriagados. Dois discutiam e um tentava acalmar os ânimos, no tradicional “deixa-disso”. O povo assistia a cena. Um dos brigões se afastou, trocando as pernas, e disse:
- Pois eu vô.. hic... resorvê essi pobrema – e botou a mão na parte interna do casaco para pegar algo.
- Nãum faiz issu... hic... Vardemar. U Gustinhu é pai di famía – disse o bebum “deixa-disso”, achando que o outro iria sacar um “treisoitão” ou um “três-listras”.
O povo correu, com medo de rescaldo, achando que o gambá poderia fazer jorrar sangue inflamável no asfalto. Gustinho ficou petrificado, muito bêbado para correr. Cambaleante, Valdemar empurrou o colega do “deixa-disso”, que caiu estatelado, e puxou uma garrafa de “Três Fazendas”, que reluziu na noite fria e estrelada do inverno gaúcho.
- Vamu bebê... hic... qui a vida é curta i a sedi é cumprida!
- Issu manu véiu – disse Gustinho, aliviado. Só deixa eu vomitá antis qui u sustu mi dexô nervosu.
João Adolfo Guerreiro
Enviado por João Adolfo Guerreiro em 01/05/2006
Código do texto: T148229
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
João Adolfo Guerreiro
Charqueadas - Rio Grande do Sul - Brasil, 48 anos
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