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Os Moradores da Cidade

Com a finalidade de ter um bom entrosamento entre as famílias da turminha de sua creche, Isadora foi dar um passeio na roça.
A garotinha teve medo de todos os bichos que viu por lá: bois, gatos, cachorros, patos, gansos, cavalos, galinhas, marrecos...
Melina, sua irmãzinha de dez meses, foi a que mais curtiu a bicharada, dando gritinhos, sorrindo e batendo palminhas, no colo do seu pai.
A primeira coisa que eles fizeram foi visitar o curral, onde as vacas estavam sendo ordenhadas.
Cada criança ganhou uma mamadeira com leite, para dar aos filhotinhos. Elas pularam de alegria com a tarefa que iam realizar.
De repente, sem avisar, soltaram um monte de cabritos, maiores do que as crianças, e foi um deus-nos-acuda. Um festival de mamadeiras caindo, crianças gritando de medo e subindo nos seus pais.
Depois foi a vez de alimentarem os porquinhos esfomeados que, no afã de encherem as suas barriguinhas, quase derrubaram as crianças e até os adultos, com suas cabecinhas duras.
Conclusão: outro festival de choro.
Finalmente reinou a paz entre os moradores da cidade grande e eles foram fazer um piquenique.
Quando estavam sentados sobre uma enorme e tradicional toalha xadrez de vermelho e branco, estirada sobre a grama verdinha, debaixo de uma árvore frondosa e saboreando um delicioso lanche, eis que surgiu, do nada, uma manada de bois em fila indiana, que estava trocando de pasto.
Os pais, apavorados, agarraram seus filhos e correram para trás da árvore.
Assim que os animais passaram, Gisele desabafou com sua filha, que estava no cangote do Adriano, banhada em lágrimas.
- Isa, aqui deveria ter uma placa escrita: casa dos horrores.
Saindo dali, a galera foi dar uma voltinha, pelas redondezas, numa carroceria cheia de banquinhos e puxada por um trator.
Após muitos vômitos, surra de galhos, bumbum doendo e terem até as almas sacolejadas, os pais de Isadora resolveram voltar a pé, pela estradinha de chão.
-Mamãe, olha que lindo aquele boi em cima do morro!
-Uai, Isa!!! Você não estava morrendo de medo deles?!
-Mas eu gosto muito de boi, mamãe!
-Gosta como, filha?!
-Eles lááááááááááá  looooooooonge.

Anna Célia Dias Curtinhas
Anna Célia
Enviado por Anna Célia em 05/05/2005
Código do texto: T14923

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Sobre a autora
Anna Célia
Vitória - Espírito Santo - Brasil, 70 anos
1158 textos (55245 leituras)
1 e-livros (216 leituras)
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Anna Célia