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"SOMOS POETAS"

Ninguém, vira um poeta; nasce-se sendo um, eu
nasci poeta, como tantos outros assim nasceram,
uns românticos, outros críticos, uns bucólicos,
outros eternos apaixonados... Exatamente assim 
como eu o sou.
Apaixonado pela vida, ou pela natureza, que...
Também é vida; apaixonado pelo ser humano,
que ultimamente vive tão agastado; agastado sim,
diferente de outrora... Que nos dias atuais quase 
sempre é corrompido pelo dinheiro, mas tem as 
suas exceções; e eu ainda acredito neste ser.
Mas retomando o raciocínio anterior, os bons poetas, 
que não é o meu caso, nasceram exatamente com a
sensibilidade da mãe natureza, que sem ela seria
impossível criar lindos versos, e lindas canções.
O poeta que ainda não se descobriu, talvez seja por
não se dar o tempo, de observar em sua volta, por
acordar cedo e não se dar o tempo de olhar para o 
céu, contemplar o sol, que tão cheio de magia nasce,
as nuvens, que brancas ou douradas, sopradas pelo 
vento formam figuras interessantes de se ver, e que 
quase sempre, só é vista por esse poeta, que está ai...
Dentro de você; aquela curva do rio ao longe; que te
paralisa por instantes, ou até mesmo por longos 
minutos; se você se der o tempo de observar... O
quanto você é um poeta.
Mas não se deixa levar pelo coração, e só quer viver
na praticidade; ai você está espantando o poeta...
Que está dentro de você; sim, porque a realidade do
dia a dia é dura, e se encararmos os fatos assim, 
nos tornaremos todos cronistas criminais; ao invés
de suaves poetas, que vêem o lado bom das coisas da 
vida, que vêem boniteza na chuva que cai, e quase 
sempre não reclama porque está se molhando, do
vento que sopra frio, do sol que queimou a sua pele,
do sereno que o gripou, ou até mesmo do orvalho, 
que molhou os seus pés.
O poeta tira de um amor que não deu certo, bons
versos... E boas canções, faz lindos sonetos de uma 
doença que o mutilou, escreve com palavras poéticas
um terrível acidente que por milagre o deixou viver.
O poeta vê com alegria, o inseto sentado na flor, no
simples vôo do passarinho, ou numa noite mal dormida
pelo ciúme doentio da sua companheira (o), e esse
mesmo poeta, que tira lindos versos e tem prazer de
recitá-los para alguém, que nuitas vezes nem está...
a fim de ouvi-los.
Antonio Hugo
Enviado por Antonio Hugo em 15/05/2006
Reeditado em 17/08/2015
Código do texto: T156761
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Hugo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
3870 textos (257148 leituras)
185 áudios (36329 audições)
9 e-livros (7402 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 18:06)
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