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AMOR , O GIGANTE DA ALMA

                  AMOR, O GIGANTE DA ALMA

Falar de amor é pisar em terreno minado. Diz a lenda que o amor é cego e é guiado pela loucura. Das muitas espécies de amor  a mais complicada é o amor entre um homem e uma mulher, aquele amor que todos sentem um dia e é capaz de violar convenções e presumíveis desfechos.
Esse tipo de amor tem de ser revitalizado todos os dias para que não caia no comodismo da mesmice, da amizade e de uma rotina insuportável que pode ter duas conseqüências: a primeira é a procura de novas emoções e a segunda é uma aceitação passiva que transforma os dias em sombras de branco e preto.
Por amor somos capazes de tudo, até de odiar. O espaço entre esses dois sentimentos é tão tênue, tão sutil, que pode dar lugar a uma mágoa sem remédio, a um ódio sem perdão e a uma vingança sem critério. O amor apaixonado é tão poderoso, feito de excessos, de exageros, de extremos e implacável quando não é satisfeito.
Um amor não correspondido, unilateral, sozinho escraviza o amante ao ser amado e o condena a uma submissão capaz de se contentar em apenas ouvir a voz e olhar de longe o objeto do amor.
Um amor traído pode ressurgir violento e a mulher traída tem força para fazer uma guerra, uma força dificilmente superada por qualquer outra que o ser humano possa sentir.
Um amor que aparece inesperadamente, que não era para ser e foi, num momento inadequado, impróprio e se apodera de pessoas comprometidas. Ou é sublimado e levado pela vida, carregado como o fardo do impossível, vivido platonicamente e guardado no mundo das utopias, ou é corajosamente aceito, mesmo com a carga de dor que fatalmente atingirá todos os envolvidos.
Um amor pleno, cuja única ameaça é o medo de perdê-lo. Quando há o encontro de almas, a expectativa  de ser eterno ainda assim pode ser ameaçado. Muitos homens são egoístas e insensíveis, práticos demais, preguiçosos, acomodados. Mulheres também se tornam seguras demais, poderosas por pensarem que terão seu homem para sempre e começam a perder terreno para  o desencanto, pré requisito essencial para a chegada da outra.
O homem deveria namorar sua mulher todos os dias, dar-lhe uma flor ou um ramo de árvore impregnados da certeza de que se lembrou dela. Dançar um bolero de rosto colado, mesmo em casa, dar-lhe um beijo inesperado, dizer-lhe todos os dias que a ama e quando a abraçar, fazer como se tivesse nos braços a razão de sua vida. A mulher deve ser vaidosa, meiga e independente, capaz de surpreender o seu homem com todos os artifícios que sabe fazer tão bem.
Cada um sabe o amor que vive. Quem nunca sofreu por amor, quem nunca o considerou o bem maior que se pode ter nesta vida? Quem nunca guardou um amor e nunca encontrou a pessoa certa para recebê-lo?
Quem ama deve cultivar o sentimento com mãos de jardineiro. Quem se sente só, sem amor, excluído desse turbilhão que , como diz o poeta, é fogo que arde sem se ver, lembre-se do amor que certamente já viveu ou sonhe com um que virá, pois o amor não tem idade e a alma permanece jovem para sempre.  Maria Teoro Ângelo  25/05/2006


Lillyangel
Enviado por Lillyangel em 25/05/2006
Código do texto: T162591
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Lillyangel
Ituverava - São Paulo - Brasil
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