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SUBLIME MOMENTO

Era sexta-feira o dia amanheceu como outro qualquer. Era para ser apenas mais um simples aniversário, estava completando 30 anos.
Não havia motivo para comemorações, o coração ainda amargava a perda de um grande amor. O dia transcorreu normalmente, nenhuma novidade se anunciou. São quinze horas resolvi dar uma caminhada na praia. A tarde era propicia. Um calor gostoso e um vento morno acariciava meu corpo seminu.
Encontro à turma jogando papo fora no quiosque e bebendo umas cervejas, cumprimento a todos. A conversa é animada, e a cerveja bem gelada propicia momentos de descontração e risos. Num repente aparece o Paulo com raquetes de frescobool. Ele me desafia para uma partida, sorrio e digo tem certeza que deseja perder mais uma vez! Então ele lança uma aposta, quem perder paga uma rodada de cervejas para toda a turma. Mesmo com pouco dinheiro no bolso aceito, pois nunca havia perdido para ele e não seria hoje que isto aconteceria.
O jogo começa e logo abro uma boa vantagem, pergunto a ele se deseja desistir da aposta, e ele diz que não. E aumenta a potência de seus golpes, numa destas rebatidas ele lança a bola dentro do mar, largo a raquete no chão e dou um mergulho na água atrás da bola. Quando levanto a cabeça deparo-me com uma Deusa, morena de pele clara, cabelos lisos e sedosos, lábios carnudos, olhar sensual e um sorriso sedutor, ela segurava a bola a qual eu mergulhei atrás. De forma provocante ela insinua se era minha aquela bola.
Meio embasbacado ainda, respondo que sim, ela me entrega a bola, mas faz questão de roçar seus dedos em minhas mãos de forma provocante. Agradeço e volto para terminar o jogo, mas a imagem desta Deusa não sai da cabeça, antes de recomeçar a partida visualizo o local onde ela se encontra. Procuro vencer logo, pois quero apreciar mais calmamente aquela mulher que me fez uma leve provocação. Aumento a força de minhas pancadas e coloco maior efeito, falta apenas um ponto. Paulo de forma ofegante se defende como pode, e numa jogada que chegou com muito efeito em cima dele, ele rebate erradamente e termina a partida, só que a bola sobe indo cair ao lado daquela morena, lentamente caminho na direção onde se encontra a bola. Novamente ela está com a bola na mão, e com um sorriso maroto ela afirma, acho que a bola gostou de mim. Meio sem graça respondo, parece que sim. Sorrindo ela pergunta se posso ensinar-lhe a jogar, respondo que não sou professor, mas posso tentar orienta - lá sobre o jogo, mas tem uma condição depois ela tomaria uma cerveja comigo. Mas antes de começar pedi desculpa por minha falta de educação apresentei-me a ela, meu nome é Mark, ela sorri e responde o meu é Silvia. Após um aperto de mão apertado, caminhei em direção ao meu amigo Paulo, ao qual solicitei as raquetes e a bola emprestada Pacientemente comecei e ensinar primeiramente como se segurava a raquete, como efetuava as batidas na bola, as posições de defesa e ataque. Iniciei o jogo bem suavemente, mas intencionalmente ela errava a bola, começo a ficar impaciente, após mais algumas jogadas, aproximo-me dela e novamente tento ensinar como se deve proceder no uso da raquete. Calmamente me posiciono atrás dela, seguro seu braço que está com a raquete e começo a fazer os movimentos de ataque e defesa, mas não consigo me concentrar, pois ela provocantemente roça suas ancas em mim. Lentamente vou me excitando com aquela incitante situação, sinto meu falo forçar a sunga, procurando escapar daquela prisão de pano. Envergonhado paro a aula e rapidamente atiro-me no mar, tentando apagar aquele fogo que começava a consumir meu ser.
Da areia maliciosamente ela pergunta o que houve, eu com o rosto ruborizado digo que não foi nada, era somente o calor e o suor que me afligia.
Meu falo aquieta-se, volto lentamente para a areia e pergunto se poderíamos deixar a lição para outro dia. Pois eu estava cansado da extenuante partida anterior. Com um sorriso sem-vergonha, ela pergunta se a cerveja ainda está de pé, pois ela está morrendo de sede. Digo que sim.
Então peço que ela acompanhe-me ao quiosque, sentamos numa das mesas, peço duas latinhas de cerveja e dois copos.  Era aproximadamente dezessete horas, o sol já começava a se despedir no horizonte. Enquanto bebíamos a conversa rolava, como sempre eram aquelas perguntas normais, de onde você é o que faz e etc. O tempo passava e o papo apimentava-se, não sei se pelo teor alcoólico já presente em nosso organismo ou se por uma química mutua. Um leve roçar de pé em minha perna, fez-me ousar, suavemente toco seus lábios, e em provocação ela passa sua língua em meu dedo, o clima esquenta, nos abraçamos e trocamos um caliente beijo. Nossos corpos se colam, se enroscam, nossos sexos contidos pelas peças que lhes cobrem, procuram se tocar, ultrapassando aquelas barreiras. Mas o momento não é apropriado, tem muitos olhos apreciando aquela batalha. Discretamente puxo-a em direção ao mar, procurando acalmar nosso tesão. Mergulhamos juntos na água fria, que nos acalmou momentaneamente.
Brincamos um pouco dentro da água, queríamos aproveitar bem aquela doce sensação de torpor que dominava nossos corpos. Mais um prolongado beijo. Caricias mais provocantes, protegidas de curiosos olhares pelas águas do mar. Peitos ofegantes, corações acelerados, sexos pulsantes. Olhares se cruzam, são cúmplices se desejam, se querem. Sem pressa como se fosse combinado, nos encaminhamos para a areia, abraçados como se um não quisesse que o outro fugisse de perto de si.
Ela dirigiu-se ao local onde se encontrava suas coisas, colocou a canga, peguei sua cadeira, caminhamos em direção ao quiosque, onde fui pagar a conta e pegar minhas coisas, que se encontrava com minha turma. Despedimos-nos, e abraçados fomos caminhando pela calçada. E no ar a pergunta ecoava a sua casa ou quem sabe um motel. Ela me conduzia e eu como um autômato só a acompanhava. Chegamos à frente de um belo condomínio. Preparei para despedir-me, mas ela novamente surpreendeu-me, e falou você não acha que a brincadeira termina aqui, devemos terminar o que iniciamos na praia, trocamos outro beijo e entramos juntos no condomínio. Subimos ao terceiro andar, no elevador sem medo de sermos surpreendidos, trocamos caricias mais ousadas, nossas mãos procuravam nossos sexos, nossas bocas unidas num alucinante beijo. O elevador para, e alucinados vamos aos beijos até a porta de seu apartamento.
Ela abre a porta e antes que está se feche, estamos nos engalfinhando, arrancando nossas roupas num frenesi. No ar o aroma de sexo imperava, nossas bocas e mãos incansáveis continuavam a trilhar os caminhos ansiados.
Num rompante levanto-a nos braços, percorro o curto caminho da sala ao quarto e a coloco vagarosamente na cama, apreciando aquele soberbo momento. Nossos corpos totalmente nus e suados, a leve penumbra do quarto, o brilho de seu olhar de fêmea no cio, lentamente beijo seus lábios, deslizando suavemente chego a seu pescoço, os quais eu dedico delicados beijos. Neste momento nada mais escuto somente o sussurro rouco que provem de seus lábios, desço um pouco encontrando dois áureos picos intumescidos a serem explorados, a eles dedico uma especial atenção, mordiscando e beijando um a um ternamente. Sinto teu corpo estremecer a cada novo toque, minha língua desce a procura de teu mais precioso tesouro. As contrações de teu corpo aumentam, os sussurros são agora fortes gemidos, exploro cada centímetro em movimentos cada vez mais ousados. Circulo tua úmida gruta, mais não a toco, beijo tua virilha, com minha língua contorno suas longas pernas, levemente mordisco os dedos de seus lindos pés, ela suplica para que eu a possua, mas ainda não é o momento. Volto a deslizar minha língua e meus lábios dos pés até sua gruta coberta por uma bem aparada penugem negra, de forma carinhosa uso minha língua como uma lança penetrando aquela maravilha, mordisco suavemente seu sexo intumescido. Suas mãos empurram com força minha cabeça ao encontro de seu sexo, o êxtase já se anunciava ela morde o travesseiro tentando conter as ondas de prazer que absorvem seu corpo. Sinto seu gozo chegar a meus lábios, seu corpo freme de uma forma louca, seu corpo molhado de suor suplica mais carinhos.
Em suplica ela pede que eu a possua, continuo a saborear aquela doce gruta, lentamente começo a subir com minha língua seu corpo, chego a seus lábios enquanto nos beijamos nossos sexos se fundem, como se estivessem sempre unidos. Em movimentos cadenciados me aposso daquela gruta até poucas horas proibida. Os movimentos aos poucos deixam de ser cadenciados, avolumam-se, acompanhando o frenesi daquele momento, o êxtase chega mutuamente, nós dois urramos ao mesmo tempo, a como é doce o prazer profundo.
Nossos sexos ainda unidos querem mais, num movimento brusco ela doma a situação, agora é ela que comanda o jogo. Com sua língua ela provoca-me, mordisca meus lábios, beija meus mamilos e vai em busca de meu falo ainda duro, beija a glande, passeia com a língua por todo o seu contorno lentamente sua boca envolve-o em movimentos cadenciados, num vai e vem suave e delirante, ao mesmo tempo ela me olha provocante, sabendo o prazer que me proporciona. Procuro me controlar não querendo estragar este doce momento. Ela nota o esforço que faço e sem que eu espere, ela num movimento ágil, como de uma amazona passa a cavalgar-me, a cada sobe e desce ela geme de prazer, eu agora dominado delírio a cada movimento, o gozo desta vez vem chega em ondas, é como se todos nossos líquidos fossem se exaurindo de nossos corpos ao mesmo tempo. Totalmente exaustos permanecemos abraçados, deliciando aquele magnífico momento.
Aos poucos nossa respiração vai normalizando-se, no ar o cheiro do sexo faz-se presente, nos lençóis de seda à enorme mancha denuncia aquele momento extasiante, trocamos carícias e mais carícias, beijos e mais beijos, em nossas mentes só importava aquele eterno momento, aos poucos recuperamos nossas forças. Neste momento lembramos que ainda estávamos ainda cobertos de salitre da água do mar e também de nossos suores, sem nenhum pudor levantamo-nos da cama e nos encaminhamos ao banheiro, ela abre a ducha e começa a se molhar. Da entrada do Box aprecio aquela pele morena, que com a água caindo adquiria um lindo brilho, me aproximo e a abraço por trás, dou-lhe um beijo na nuca, ela se arrepia toda, meu falo duro novamente encostado em suas nádegas, procura a entrada de sua gruta, ali mesmo debaixo do chuveiro, reiniciamos mais uma batalha de amor. Onde a única certeza é que não haverá vencedor e nem perdedor, somente duas almas saciadas e exauridas por um sublime momento de amor...
(Ocram 13/05/05)
Ocram Ilha
Enviado por Ocram Ilha em 15/05/2005
Código do texto: T17141

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Ocram Ilha
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 52 anos
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