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modo de vida

Disse que a tua égua estava cheia/prenha e ele disse que já sabia porque ela tinha-lhe dito, riu-se como um tolo e eu amei-o outra vez (limpo as lágrimas e fungo) também lhe disse que ia ser o padrinho do potro e voltou a rir mas depois disse-lhe que se calhar tu estavas a brincar e ele então ficou mais sério e eu também, continuamos a ver televisão, falavam no ecrã , não sei o quê e, não importa também ninguém que lá tenha falado me vai perguntar se o ouvi!?

Deram-me um mundo de vidro que não é meu e um som de plástico onde o prazer do muito silêncio e de vozes calmas não aparecem como o fumo de um café cheiroso, incomoda-me o respirar como se fosse muito barulho e o olhar mexe-se no silêncio mas que se sente e quando não há caixinha de vidro ou o outro mundo a carne desabafa sem que seja com as paredes.


Silvana Gomes
Ana Maria Costa
Enviado por Ana Maria Costa em 08/06/2006
Código do texto: T171515
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Sobre a autora
Ana Maria Costa
Portugal, 50 anos
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Ana Maria Costa