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CRITICAR É FÁCIL...


Críticas... podem ser construtivas ou destrutivas...
Difícil de recebê-las, mas fácil de fazê-las...
É muito fácil dizer que algo não está bom,
mas fazer melhor é que são elas...
Ósculos e amplexos,
Marcial

CRITICAR É MUITO FÁCIL
Marcial Salaverry
 
Realmente, criticar é muito fácil, o difícil, é fazer algo de melhor... Temos de convir que uma das coisas mais complicadas que existe é saber como fazer críticas, que nem sempre são bem aceitas, e que nem sempre são adequadas ou bem feitas. Também é preciso saber lê-las. Não se pode acreditar em tudo aquilo que se lê. Uma crítica sempre representará uma opinião pessoal. Uma opinião apenas.
Não se pode esquecer de que gosto é algo muito subjetivo, dependendo da maneira com que se encara a vida. Assim, algo que alguém considera errado e desaprova, outro alguém poderá achar uma maravilha, razão pela qual toda e qualquer crítica deverá ser sujeita ao crivo pessoal de cada um, assim como quem lê deverá sempre procurar fazer uma média com seu próprio julgamento, pois ninguém é dono absoluto da verdade.
Devemos tomar cuidado, seja para fazer, seja para receber, seja apenas para ler alguma crítica, sempre tendo presente que existem diversos tipos de crítica. Vamos, portanto, analisar o que está sendo criticado.
CRITICAS CONSTRUTIVAS – São aquelas feitas com o sentido de apontar e corrigir alguns defeitos. Ao lermos ou examinarmos algum trabalho, e encontramos alguns erros, poderemos aponta-los para o autor, e com sua correção, ele estará aprimorando seu trabalho. Para criticar construtivamente, é preciso ter algum tato, sabendo como apontar o erro, deixando claro que nosso objetivo é o de apenas corrigir a falha encontrada, sem entrar no espírito da questão. Estas criticas devem sempre ser feitas no sentido de ajudar, e não de destruir, devendo ser feita apenas à pessoa interessada... E mesmo assim, ela poderá ou não considerá-la como exata e aceitá-la, ou não.
CRITICAS DESTRUTIVAS – São aquelas que visam unicamente dizer que a pessoa não entende nada daquilo que está fazendo, que seu trabalho é de péssima qualidade. Ora, isso sempre representará um julgamento pessoal, e jamais deverá ser feita em termos duros, como que dizendo “você não sabe nada e está escrevendo besteiras”, quando isso não é dito diretamente. É preciso criticar esse tipo de crítica, pois muitas vezes alguém coloca seus sonhos em algo que faz, e receber uma crítica muito incisiva pode destruir sonhos, fazendo com que muitas pessoas abortem carreiras possivelmente promissoras, assim, quando recebermos alguma crítica por nosso trabalho, deveremos saber analisar sua fonte, para fazer nossa crítica pessoal ao que estamos lendo, entendendo que sempre estará sendo refletida uma opinião pessoal. Não deveremos nem nos embalar por palavras muito favoráveis, nem tampouco desanimar por palavras amargas. Sempre será interessante procurar fazer uma média, pesando essas opiniões com outras, para assim procurar chegar a um consenso. Nunca podemos nos esquecer de que o que é lindo para um marciano, não o será para um terráqueo. Sempre existirão opiniões diferentes sobre uma mesma coisa.
No caso específico de escritores, ou de artistas, a coisa é mais séria e subjetiva ainda, pois lidando no campo das artes, a diversidade de opiniões é algo impressionante. Há gosto para tudo. Villalobos ou Mamonas Assassinas? Strauss ou Zeca Pagodinho? Bilac ou Zé do Caixão? Há gosto para tudo. Quem poderá criticar quem? Não poderemos nos basear em opiniões individuais.
Apenas como ilustração, quero dizer que quando comecei a escrever, houve pessoas que me aconselharam a parar com tudo, pois faltava-me talento, como também houve pessoas que me encorajaram a seguir, apontando-me este ou aquele defeito.  Fiz a média com meu julgamento pessoal e continuei, aproveitando o que havia de aproveitável, e corrigindo algumas coisinhas que me foram inteligentemente apontadas.  Hoje sei que ainda existirá quem não aprecie o que escrevo, bem como existem aqueles que me aplaudem. Apenas temos que saber que a unanimidade não existe, e que sempre receberemos palavras azedas, como as teremos doces.
Apenas é preciso saber fazer a média entre as opiniões favoráveis e as desfavoráveis, entre os aplausos e as vaias, sem nos deixarmos embalar apenas por quem nos aprecia, e nem desencorajar pelas opiniões contrárias. Saibamos aceitar ambas as críticas, e, cientes de que também nós não somos detentores da verdade absoluta, saber que os defeitos apontados, talvez os tenhamos mesmo, e assim poderemos corrigi-los, sempre procurando melhorar.
Portanto, peço aos críticos de plantão, quando for analisar um trabalho que os desagrade, apontar este fato como uma opinião pessoal, não procurando transferi-la para um consenso geral, sempre se lembrando que existe gosto para tudo.
E sem quaisquer críticas, desejo a todos UM LINDO DIA.
Marcial Salaverry
Enviado por Marcial Salaverry em 23/08/2009
Código do texto: T1769934
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Marcial Salaverry
Santos - São Paulo - Brasil, 75 anos
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