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A Minha Casseta Nunca Mais Será a Mesma Neste Planeta

“por que a burrice humana teima em somente ver o gênio póstumo? por que não vemos o gênio em carne e osso que se move diante dos nossos olhos?”
 
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Naquela manhã, Deus – na sua infinita sabedoria - amanheceu  um pouquinho egoísta; mas, convenhamos: é difícil entender as razões divinas nas quais a própria razão do homem se perde, tentando compreendê-las.

O poeta já cantou: “A gente agrada a Deus fazendo o que o diabo gosta”. E vez em quando, Deus nos desgosta fazendo aquilo de que menos gosta: deixar-nos um pouco mais triste - porém, inevitável.Tenta assim nos mostrar que tristeza é antídoto necessário às nossas indiferenças com as alegrias da vida – e com a própria vida!

É como um ciclo e seu círculo interminável; tudo muito simples. A vida sendo remodelada pela espontaneidade do dom de fazer o homem  rir através dos seus próprios feitos, e defeitos; mostrando-nos que viver sorrindo ainda é a melhor forma de sobreviver, mesmo num pais onde o desdentado é maior motivo de risos.

Há pessoas que nascem para quebrar elos entre momentos de dor e  desesperos de existência. Aquele instante em que se acha que nada mais dá certo; quando temos a impressão de que um cacho de inutilidades cai sobre nossa “cabeça” e existir passa  ser sacrifício, sobrecarregado com o peso da sobrevivência. Entra em cena, então, a magia do sorriso escrachado, e mandamos para as “Organizações Tabajaras” da vida os momentos inúteis e seus problemas sociais.

Sem ser perdulária de discernimentos,  a ironia inteligente combate os mais vis sentimentos; deixa o ser um pouco mais vivo, menos morto. Deixamos nossas “reles futilidades” passageiras de lado e passamos ver a vida numa dimensão maior... Através de um simples sorriso.

Eh! Mas quando o  céu parece estar com a alegria em baixa, Deus se manifesta, ameniza nossas empolgações  e deixa-nos sem palavras, perdidos nesse volátil ciclo de vida. Pois as almas também necessitam de sorrir, sentir-se menos carne,  tornar-se mais etérea... esquecer problemas terrenos.

Chega, então, o momento de eles - nossas alegrias de toda semana - entrarem em cena em outra dimensão: são convocados a dar alegria ao outro lado desse círculo intermináve. É o sorriso como estabilidade entre vida e morte!

Vai Bussunda, fazer sorrir a monotonia dos céus.

Fala sério!!!

Até mais ler, pelos nossos momentos de tristeza da vida!

(*)22.06.06
(*)23.06.06
Kal Angelus
Enviado por Kal Angelus em 18/06/2006
Reeditado em 23/06/2006
Código do texto: T177824
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Sobre o autor
Kal Angelus
Teresina - Piauí - Brasil
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