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EU ERA HERMAFRODITA

No princípio, a alma ou Eu essencial foi criado inteiro, tanto MASCULINO quanto FEMININO, refletindo o Espírito Criativo Pai-Mãe.
O Espírito humano quando deixou a “Casa do Pai” (Reino Virginal), possuía “carga” total. Era uma “maçã” intacta, um hermafrodita, detentor dos pólos negativo e positivo; essa maçã foi partida ao meio na descida para o Reino Natural, seguindo cada pólo a sua direção, criando-se a ilusão do individualismo. Ao se dá conta da perda da “metade”, cada pólo passou a correr atrás da parte perdida, dando-se início ao movimento universal. Gerando o "Drama eterno" que acompanha o SER ESPIRITUAL até o encontro das almas gêmeas, pois a história em si é a essência do drama. E Deus é o dramaturgo supremo, afinal de contas.
Hoje, analisando o Evangelho Gnóstico de Tomé, entendemos melhor essa máxima da criação, pois, entre os ensinamentos perdidos de Jesus está a absoluta igualdade entre homens e mulheres na construção de um mundo novo.
Nas suas andanças, Jesus viu umas crianças que mamavam, e disse aos seus discípulos: “Estas se assemelham aos que entram no Reino. Quando vocês fizerem de dois um e quando fizer do masculino e do feminino uma só coisa, de sorte que o masculino não seja masculino e o feminino não seja feminino, então entrarão no Reino”.
Uma parte da maçã, não é a maçã, mas também não deixa de sê-la. A maçã só é a maçã com a junção de suas partes, é o todo, e o todo é superior as suas partes, como bem dizia Aristóteles.
A polaridade, ou fissura de uma força em suas metades iguais e opostas é um tipo fundamental de fenômeno da Natureza, desde o cristal e o magneto até o próprio homem.
A igualdade revela-se mais claramente no nível de sua visão espiritual e não na visão ocular, do corpo físico. Isso acontece porque fixações anteriores e mais primitivas contidas na psicose e na neurose vêm de um lugar mais antigo e mais primitivo no desenvolvimento ontogênico. O que é mais primitivo é mais egoísta e mais cruel, mais divisivo, mais secreto, mais separado e destrutivo. É por isso, que eu sou (estou) tão diferente do Eu original (a maçã,in totum), a criação do Deus! O Eu criado, era um indivíduo totalmente puro, gerado do transbordo do UNO.
Em tudo isso, como sabemos, o mal foi deixado para trás. Das grandes alturas do espírito, a força diabólica é vista tal como é – uma manifestação da escuridão Cósmica, que nasceu com o primeiro movimento da Criação. Deus quis que se fizesse luz - FIAT LUX -, e a luz veio dessa ordem, e com ela as trevas. Essa foi á dualidade fundamental de opostos polares que existiu depois disso em todo os planos inferiores.
É por isso que, em sentido cosmogônico, fala-se de andrógino (que participa de dois sexos, hermafrodita). Seria, pois, o véu que encobre o “Par Vibratório”. No espaço-tempo surge o hermafrodita, isto é, o Ser Espiritual com seu “Par” no Universo Astral. Somente depois é que surge a separação dos sexos, significando a perda ou quebra do Par Vibratório.
“Para que serve o meu eu?” A alma sabe a resposta: “Ele é para o outro”. O gêmeo.
RAYSAN DE SOUZA
Enviado por RAYSAN DE SOUZA em 21/06/2006
Reeditado em 01/11/2014
Código do texto: T179772
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
RAYSAN DE SOUZA
São Paulo - São Paulo - Brasil
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