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COLHEITA

 No mundo sou somente átomo ínfimo sob a terra, acima dos sonhos decaio para semear, sementes são nobres, mas estou pequeno para colher seus frutos, talvez eu seja algo impuro.
       Unos centeios descem, crescem e eu continuo trabalhando na colheita de cada dia, pelo pão, pela água, fome ou sede.
       Não sei como será o amanhã, futuro, de manhã colho uma nova esperança, sou cada vez mais uma criança nesse infinito, secarei um dia e a colheita seguirá com outros descendentes meus, aliás, a colheita do viver é tão somente um ciclo que continuamente serve para a renovação do planeta terra.
        Deus é o nosso patrão ele sabe a hora de promover, ou melhor, a hora do sujeito subir na fazenda da vida, a hora que ele sairá de sua posição, a hora que é admitido e a hora mais doida quando o sujeito é demitido, porém vai para um novo emprego, distante sim, isto é, em outro estado, mas deve ser para melhor apesar de as pessoas não mandarem de volta suas colheitas, grandes revoluções são sincronizadas ao som da semente maior.
        Cada um se virá como pode e planta pelo livre arbítrio, aqui faz e paga.
        Todas plantam, duais caminhos escolhem, mas são poucos os que de bom colhem, na face dessa dura, velha terra!
Edemilson Reis
Enviado por Edemilson Reis em 22/06/2006
Código do texto: T180289
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Sobre o autor
Edemilson Reis
Vespasiano - Minas Gerais - Brasil, 27 anos
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4 e-livros (593 leituras)
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Edemilson Reis