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POR QUE DESISTIR DE VIVER?

Todos já passamos por isso... E ainda estamos vivos.
Portanto, nada justifica desistir de viver, enquanto vivos estivermos.
Osculos e amplexos,
Marcial

POR QUE DESISTIR DE VIVER?
Marcial Salaverry

A vida sempre é algo agradável de ser vivida. Certamente, isso depende de nossa vontade, pois, por paradoxal que possa parecer, muita gente desiste de viver, ainda em vida.
Como isso pode ser possível? Simplesmente ocupando um lugar no mundo, mas sem justificar o porque.  São pessoas que não conseguem ter um objetivo, não querem sequer ter algo porque lutar na vida.
Sem dúvida, quando falta esse gás, a coisa começa a complicar. Quando a apatia toma conta de nossa existência, a vida perde a graça. Sequer conseguimos ver graça no amor.
Com toda a certeza, é importante termos algo porque lutar, pois quando deixamos que aquela chama que estava acesa se apague, as consequências não serão nada interessantes.
Recebi uma citação de Norman Cuisins, muito interessante, e que merece uma análise profunda, e uma reflexão especial. Acompanhem seu raciocínio:

"...A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos..."
 
Existem diversos fatores que podem ocasionar um certo desinteresse pela vida.
Por exemplo, ao perdermos um grande amor, seja por qual razão for.  Geralmente bate aquela sensação de agonia, uma frustração enorme, e questionamo-nos sobre o porque de continuar vivendo, se perdemos esse alguém que era o que nos motivava para lutar pela vida.
Bem, a primeira das razões que pode nos dar a motivação para não desistir de nada, é que ainda estamos vivos.  E se estamos vivos, precisamos viver.  E se precisamos viver, precisaremos de todo o alento necessário, sendo necessário superar a crise, buscando as forças que temos na alma.  É lá, bem dentro de nós que se encontram as forças que necessitamos.  Precisamos nos convencer de que a vida continua, e que de uma maneira ou de outra temos que fazer parte da máquina da vida, por mais forte que seja nossa vontade de mandar o mundo parar e descer dele.
Seja qual for o motivo da perda, o que nos pode dar alento, é sempre recordar dos bons momentos vividos.  Isso sempre ajuda a superar tristezas.  Se os antigos projetos perderam totalmente o sentido, por serem projetos conjuntos, vamos buscar novas idéias, traçar novos planos.  Sempre poderemos encontrar outro alguém para suprir a falta de companhia. Poderá não ser a mesma coisa, e não o será mesmo.  Não existe uma substituição.  Existe uma nova presença, que poderá mesmo ser melhor do que aquela que perdemos.  Tudo depende da maneira como as coisas forem encaradas.
Contraproducente será entregarmo-nos às lembranças, recusando-nos a novas tentativas.
A vida continua, e, parando,  perderemos o bonde da história, ficando para trás, e sempre mais dificil ainda recuperar o terreno perdido, pois o tempo de vida perdido, não se recupera jamais.
É importante a eterna busca de algo ou de alguém.  Contudo, se nos for impossível suprir aquela ausência por não encontrar ninguém que nos complete, ou que mereça fazer parte de nossa vida, poderemos viver solitários, sem nos entregar ao desalento.  Poderemos, e deveremos fazer projetos, traçar planos, viajar, fazer algo para continuar vivendo, e dando-nos uma chance de refazer a vida, seja como for.
O importante é não nos entregarmos à impotência perante algum golpe do destino.
Muitas vezes sofremos acidentes, ou doenças, que nos causam alguma limitação.  Alguns se entregam a uma depressão total e completa, jogando a toalha, e desistindo de tudo, passando a viver com pena de si próprio, e achando que todos apenas sentem piedade.  É um terreno muito perigoso esse, que pode levar a sérios problemas depressivos.
É nesses momentos que precisamos nos conscientizar de que, se ainda estamos lamentando, é porque estamos vivos.  Por pior que tenha sido a coisa, precisamos colaborar com o destino que determinou nossa sobrevivência, e procurar uma maneira de encaixar essa nova situação com a vida, e buscar novos caminhos que nos permitam superar essa situação.
O que não podemos, é morrer em vida.  Morrer, apenas quando a vida nos for levada em definitivo.  Mesmo assim, ainda pode ser tentado um novo acordo com o Amigão.  Quem sabe?
Enquanto vivos estivermos, deveremos viver, sempre tendo UM LINDO DIA
Marcial Salaverry
Enviado por Marcial Salaverry em 23/06/2006
Código do texto: T180739
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Marcial Salaverry
Santos - São Paulo - Brasil, 78 anos
19867 textos (1963625 leituras)
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6 e-livros (2134 leituras)
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Marcial Salaverry