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Tempo de colocar o pé na estrada


Talvez hoje seja tempo de fazer a mochila, fechar as janelas, abrir a porta da rua, descer a escada e colocar o pé na estrada.
Ir para algum lugar onde se possa contemplar o infinito dos campos azulados.

Ir para algum lugar onde se possa renovar as esperanças, encontrar respostas para as perguntas mais corriqueiras e traçar o mapa de novas trilhas.

Saber por onde andar é crucial para a vida de qualquer um.
Talvez a gente contemple horizontes nunca antes vistos por nossos olhos tão presos em nós mesmos.

Talvez a gente encontre o que procurou e sempre almejou durante todo o tempo que já trilhou pelos caminhos da vida e ainda não havia encontrado. Ou reencontremos algo que em algum lugar de nosso passado já havíamos encontrado mas deixamos passar. Quem sabe a gente se encontre consigo mesmo.

Talvez agora seja o momento de reencontro. Ou seja tempo de despedidas. Tempo de mudar direções ou corrigir caminhos dos quais havíamos nos desviado.

Por isso lembre-se do tempo. O tempo que vivemos. O tempo que vamos viver. E nunca esqueça:
O tempo é um amigo. Que cura feridas. Que intensifica marcas.
 
Aquelas marcas que calaram em nosso peito por algum motivo. Por serem especiais. Estão ali. Como um carimbo para relembrarmos com carinho e saudade quando o tempo passar.

E o tempo passa. Mas sempre vai para algum lugar.
Sempre encontra um novo ponto de partida.
Estamos sempre começando.
Estamos sempre inovando.
Estamos sempre nos encontrando.

Nem que esse lugar seja dentro de nós mesmos. Ali os caminhos do tempo sempre são mais confusos. Tem muitas trilhas e muitas pedras no caminho.

Mas nada que nos impeça de caminhar. Nada que nos impeça de sermos nós mesmos. E de sermos felizes. Vivendo cada dia no tempo certo. Na batida do coração. Na palma da mão. No flutuar dos cabelos dourados ao vento. No olhar de esperança para o futuro, para além das montanhas de nossa vida.

No andar dos pés descalços, sem amarras, sem laços, no andar do espírito imbatível que é o sopro de vida que vive em nós. No calejar da vida, na alegria de sempre viver cada dia como se fosse o último. Com muita alegria e muito amor.
 
Por isso, não temas o escoamento inevitável do tempo.
A gente cresce e se renova a cada dia.
E com a renovação vem a esperança. Novos tempos. De surpreendentes e felizes descobertas.

Descobertas que transbordem de esperança e luz nossa alma irrequieta e andarilha. Descobertas que transformem a velha vida de lutas e labutas em vida nova.

Vida esplendorosa de alegria, esperança e amor.
Maria
Enviado por Maria em 26/06/2006
Reeditado em 26/06/2006
Código do texto: T182450
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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Maria

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