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Brasil ganha, mas não convence. 

     Vamos falar um pouco de futebol, Brasil, copa do mundo. Escrevi duas crônicas falando da seleção brasileira, seu futebol que embora venha ganhando não convence. Embora, não perdeu nenhum jogo não consegue emocionar grande parte dos brasileiros, eu sou um deles, de maneira particular. 
     
     Existem algumas coisas que é difícil de se engolir mesmo o Zagalo numa de suas famosas frases dizer “vocês vão ter que me engolir”. Uma destas coisas que não dá para engolir é este marketing ao Ronaldo – primeiro que fenômeno ele já foi, hoje é apenas um jogador ckac, mas nada de fenômeno. 

     Outro fato interessante é o poder que a Globo exerce em toda a seleção brasileira. Temos visto ela dando todas as cartas. A Globo escala, faz tudo. Dá-nos a impressão que esta empresa está recebendo muito dos patrocinadores que bancam determinados atletas, principalmente, aqueles que hoje certamente seu lugar deveria ser a reserva como Roberto Carlos, Cafu, Ronaldo e Adriano apenas meio tempo. 

     Não dá para aceitar que um centroavante entra aos 87 minutos marca um gol e desaparece do noticiário, não lhe dando um mínimo de cobertura jornalística. No entanto, jogadores de atuações medíocres são dados como heróis. Uma seleção que, ganhando com certa facilidade troca o goleiro que não estava contundido, não estava cansado e o técnico não coloca o centroavante que brilhou em menos de três minutos. 

     Está mais que evidente que Fred levaria Ronaldo para a reserva. Se por um lado a Globo está mandando na seleção brasileira, por outro os brasileiros pensam diferente. Querem ver o Brasil jogando e convencendo. Querem um Brasil atuando com o que tem de melhor, não com os interesses escusos da Globo, de Ricardo Teixeira, dos caixa 2 ( tão na moda ) que talvez Parreira possa estar recebendo. 

     O brasileiro vibra com a vitória, se empolga com o futebol jogado, mas é sábio em não se iludir com o que acontece nos bastidores. Basta entrar numa roda de amigos para ter noção exata do que pensa o torcedor, ele não é bobo, percebe todas as malandragens que ocorre. Até mesmo aqueles que são pagos para sincronizar com a empresa os quais trabalham como os narradores, comentaristas em determinados momentos a brasilidade fala mais forte e tecem comentários afinados com os torcedores. Isto ficou caracterizado quando eles não conformaram com a postura do time contra Gama. Mesmo com certo cuidado, não deixaram de tecer criticas quanto ao futebol medíocre do Brasil, questionando a escalação. 

     Nome, não ganha jogo, o que ganha é disciplina, trabalho, transpiração como dizia Einstein. Nós brasileiros, embora almeje o titulo queremos ver um Brasil jogando com o coração, com vibração com os jogadores que temos de melhor no momento independente se é Paulo, José ou Francisco. Não nos importando até se ganhamos ou perderemos, mas com raça e o coração na chuteira.



Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 28/06/2006
Reeditado em 28/06/2006
Código do texto: T184019
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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