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NÓS PASSAMOS / O SONHO FICA

A vida é muito curta e bela
Para fazer dela lamentações
Para ficar sempre reclamando de tudo.
É preciso amar as pessoas
Porque talvez o amanhã não exista.

Hoje, com a modernidade
Não sei se somos mais inteligentes
Daqueles que descobriram a luz,
a lâmpada, o telefone, certos alimentos.
Podemos continuar sonhando
Construir mais rapidamente
Também gastamos mais porque caímos mais.
Parece que ousamos mais
Mas não sei se somos mais felizes.
As mudanças são tão rápidas
As vezes não conseguimos acompanhar
Nos comunicamos mais depressa
Nos fechamos mais em nosso mundo
Queremos tudo para nós: amigos, roupas da moda
Esquecemos do outro que precisa de nós.

Ainda criança meu pai me ensinara
Que é preciso cuidar, ajudar, se doar
Hoje muitos se aproveitam
Outros entenderam que é preciso partilhar.
Não tive o pai dos sonhos
Mas o que sou devo em parte a ele.
Talvez não o compreendera
Não sabia bem o seu passado.
Meus filhos, sobrinhos, afilhados vão querer que eu seja melhor
Não sei se vou conseguir, porque ainda não cresci o suficiente
Enquanto viver tenho que aprender
Enquanto viver tenho que construir, evoluir
A morte mais trágica é quando na vida
 Não há mais motivação para nada.
Hoje queremos tantas coisas
Tudo o que cabe em nós e no nosso ambiente
Mas nos esquecemos que a alegria
Está em nosso coração, muitas vezes fechado.

Estou crescido, tenho sonhos e objetivos
Mãos que escrevem, mente que sonha
Não posso mais perguntar ao meu pai
Se sou o filho que ele sonhara
Claro que tenho os meus objetivos
Busco realizá-los, luto por eles.
O apoio de minha mãe, família, amigos
Me fazem ver outros horizontes

O tempo passa mesmo que relutamos
A infelicidade é produto nosso,
De nossas escolhas, talvez mal feitas
Porque temos preguiça de pensar
A escola nos ensinou a calcular, a pintar, a decorar
Não lembro se me ajudou a pensar
Naquilo que quero, no meu sonho a realizar

Contamos as conquistas, esperamos aplausos
Nos esquecemos de alegrar-se
Estamos sempre em busca de recompensa
Queremos elogios escutar
A maior das recompensas é a vida, os amigos
os sonhos, a capacidade de ser alguém
Alegrar-se pelo que somos hoje
É uma virtude a ser conquistada
Buscar o que faz bem ao coração:
amar, ousar, buscar, sonhar, acreditar
Não ser o que nos pedem e como querem
Mas ser eu mesmo, ser respeitado
Pelo que sou e não pelo que tenho.

Um dia a vida termina
Mas deixe este dia chegar
Enquanto posso viver
Quero fazer com que possa valer a pena
Não quero ser um mesquinho, ignorante
Nem aceitar sem antes questionar
Quero ser como uma luz
Que não se cansa de brilhar

A velhice não é acidente, desgraça
Mas mérito para quem bem viver
Chegar lá com sabedoria e experiência
Com muitas conquistas para narrar
Não importa o corpo, a aparência
Mas a sabedoria e o coração
A pele enrugada, a testa franzida
São sinais de um corpo que lutou
Talvez até lá eu aprenda a escrever melhor
Para também não cansar o leitor

Hoje não tenho muitas coisas para contar
O que escrevo é tão somente uma forma de desabafar
Aquilo que é importante para mim
e que me faz crescer e aprimorar.
Quem sabe um dia eu reúna
Todos os meus amigos e amigas
Para contar os “fiascos” que fiz
Tentando escrever, sonhar, poetizar

Agora sou feliz por ter tantos
Que comigo estão caminhando
Um dia já fui um “Zé ninguém”
E talvez volte a ser de novo
Sei que tudo passa e é preciso se renovar
A cada nova conquista
Olhar, pensar, sonhar, buscar.

Aquele vazio de outrora
Hoje já pode ser preenchido
Há tantos meios possíveis
Para não cairmos como “desmiolados”.
Muitas, mas muitas mesmo,
coisas lindas não vimos, não descobrimos
Enquanto tivermos forçar para buscarmos
é preciso caminhar, ousar, sonhar, acertar, errar.

Não escolho o errado
Escolho o que me parece certo
Consulte o dicionário entes de escrever.
Aquilo que se constrói
Nem sempre é para você.
A maior indignação pode ser o errado
Mas se descobrem coisas novas ousando
Se hoje saiu errado
Amanhã pode sair acertando
Entre A e B existem inúmeras possibilidades
De descobertas, de buscas, de sonhos
A inteligência morre quando não mais conhece
Quando a gente se fecha, se esquece.
Crescemos quando capazes
De criticar, ousar, sonhar
Ainda que todos gritem para você parar
Se parar o “bicho come”
Se correr o “bicho pega”
É melhor correr, tentar
Do que parado esperar a vida apenas passar
Aí ficaremos no esquecimento
Na saudade do tempo, de uma vida que apenas passou.

Hermes José Novakoski
Farroupilha 11/06/2006
@Respeite os direitos autorais@
Hermes José Novakoski
Enviado por Hermes José Novakoski em 30/06/2006
Código do texto: T185292
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Sobre o autor
Hermes José Novakoski
Marituba - Pará - Brasil, 35 anos
478 textos (375854 leituras)
1 áudios (83 audições)
2 e-livros (440 leituras)
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