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Minhas mães


 
 
Todos temos mãe!
Uns convivem com suas mães uma vida inteira, outros muitas vezes nem chegam a conhecê-la.
Eu convivi com minha mãe durante toda minha vida, aliás, com minhas mães. Fui agraciada em ter mais que uma, aliás, tive três. Tive minha mãe, a que me deu a vida, junto a ela, minha avó e tia com as quais convivi e que tiveram parte muito importante no que sou hoje.
Todas as minhas lembranças, desde as primeiras, carregam o amor das minhas três mães. Minha mãe era a mais brava e embora aprontássemos muito, nunca deixou de mostrar que nos amava. Minha avó era a mãe dos carinhos. Amiga, jovem, disposta sempre, contadora de história como ela só, sempre estava pronta e de coração exposto em um amor como jamais vi igual. Minha tia era a que mantinha a poesia e o sonho.
Uns conhecem e sabem o quão grande é o amor de mãe, outros nunca sentiram. Eu senti o amor de três mães e hoje agradeço a Deus por isso, acho que até Deus me amou demais quando me confiou a essas três mulheres fantásticas das quais me orgulho muito de chamar de mãe. Mas a vida passa, o tempo corre e por mais que queiramos segura-lo, foge entre nossos dedos, vai embora levando com ele muitos dos que amamos, e assim foi. Hoje tenho só uma das três mães que tive, a que me  deu a vida e que ainda me ama como me amou ao me ver chegar no mundo. Embora minhas outras duas mães não estejam mais aqui, sinto que de certa forma, as mantenho em mim, no que me transformei, na pessoa que elas ajudaram a construir. Sinto seus carinhos, os afagos, o colo, lembranças que tempo algum tem o poder de apagar. Ainda sinto no ar o cheiro da  comida da minha avó, do café tomando e fazendo toda a diferença no clima da casa. Ainda sinto a alegria que sentia quando ia pra casa de minha tia, os pés de frutas do quintal onde subíamos pra olhar o mundo lá de cima e assim nos tornávamos muito grandes. Hoje vejo que o sonho da criança em cima da árvore, olhando o mundo do alto, sentindo poder abraçar o céu, todos esses sonhos continuam vivos e fortes.
Três mães, três mulheres formidáveis a me ensinar os primeiros passos, mostrando-me com suas próprias vidas, que podemos escolher e ser o que escolhermos. Três seres humanos fantásticos que mostravam em cada ato, em  cada gesto, a importância do amor. Não pregavam com palavras vazias, mas com o testemunho da própria vida. Aprendi a amar, respeitar, aprendi a ser gente não ouvindo, mas vendo e refletindo nessas três mães que tive.
Acho que mãe é isso, é o estar junto, é mostrar com os próprios atos que a vida é uma dádiva e que vale a pena viver.
Sou filha de três mães e uma sempre completava a outra me dando a totalidade que sou. Acho que Deus já sabe o quanto me considero feliz por ter tido em minha vida essas mulheres.
Hoje, nessa breve reflexão, gostaria de parar minha vida, os ponteiros do relógio que rege meu tempo e só agradecer. Agradecer a elas por tudo o que sempre me deram e continuam me dando e a Deus por ter sido tão maravilhoso pra comigo, dando-me por mãe, não apenas uma, mas três das melhores mulheres do mundo.
 
 
12/05/2006

Aisha
Enviado por Aisha em 07/07/2006
Código do texto: T189262
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Sobre a autora
Aisha
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 50 anos
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Aisha