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Viva a Esquadra AZZURRA !

Era só mais um navio a aportar na Baia de Guanabara,mas nele havia um casal muito especial,porque traziam na bagagem o registro da minha história...Francesco Lö Feudo e Maria Palmieri, vindos de Paola, Província de Cosenza na Calábria, Itália. Era uma manhã como essa de domingo ensolarado. Casaram-se e tiveram duas filhas e uma delas uma menina franzina,toda pequenina,muito sensível que recebeu o nome de Djanira.Como o nome ela se tornou guerreira e desde cedo aprendeu a lutar pela vida que parecia querer lhe fugir das mãos.
Maria Palmieri veio a falecer e Djanira era só um neném,o que levou Francesco a casar-se novamente e a terrível madrasta queria  dar fim a pequena que tanto enternecia o pai,e era alvo do mimo da irmã e primos.Moravam todos juntos,naquela constante algazarra,só Djanira é alvo da crueldade,sendo feita de escrava da terrível senhora!
Desde cedo em serviços forçados e muito superior as forças da pequena menina,sempre escondido do marido,claro,Francesco saia cedo de casa achando que sua princesa estava em boas mãos...
Djanira nunca reclamava,ate que um dia foi se queixar ao pai,pois já pressentia o pior,ela agora com doze anos.
Francesco prometeu falar com esposa,mas o pior aconteceu,irada a malvada só pensava na vingança e naquela mesma noite colocou veneno no leite de Djanira e lhe impôs a bebida,Iracema como por milagre,a irmã mais velha logo viu o intento da megera e em um só golpe lança o copo ao chão para surpresa de Djá,como era chamada.E num só grito Iracema diz: - tem veneno!
A pequena criatura foi salva, e essa casa nunca mais foi a mesma...A pequena Djá  mudou-se  para a casa dos tios e quando tinha quatorze anos conheceu um lindo e elegante senhor que toda noite passava em sua janela, sorrindo-lhe  e acenando com o chapéu.Usava ternos empacáveis e gravata borboleta.
Até que uma tarde o jovem Elysio se aproximou e o romance culminou no casamento, hoje estou aqui filha da Iêda e neta de Djá e Elysio,descendente da  querida Itália,do sol da Calábria,dos campos verdes,e da querida nona fica a alegria e valentia,a docilidade e as garras para as horas certas, claro o tesouro em forma de livro de receitas,a massa caseira que todo domingo a nona preparava,do molho de tomate que ficava horas no fogo,do Turdido(doce frito no mel),dos churros com doce de leite,cada doce uma pitada de nostalgia e carinho.
Meu coração é  verde e amarelo,mas hoje impossível não torcer para a Itália,a esquadra Zurra campeã,que belo! No fogo,borbulhando, minha massa feita com minhas maõzinhas com todo carinho de mama, para minha família adorada.
Djá, Elysio,Iêda,Iracema e quase todos já fizeram a passagem,mas nós descendentes da  família Lö Feudo ficamos aqui,e com a incumbência de nunca esquecermos a trajetória de nossos ancestrais, com orgulho e suor,ajudaram nosso Brasil,e nossa cultura.
Hoje sou Signoretti e o marido também tem sua doce história em meio a polentas,moinho d'água,muito salame,
caldo de cana,no meio das plantações no interior de São Paulo, de milho e cana,onde se faziam o fubá,a canjica;mas, isso daria mesmo um livro,por isso deixo para a imaginação de vocês,e só uma coisa grito hoje:
VIVA A ESQUADRA AZZURRA!!!!!
Syl Signoretti
Enviado por Syl Signoretti em 09/07/2006
Reeditado em 07/01/2017
Código do texto: T190507
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Syl Signoretti
Itajubá - Minas Gerais - Brasil
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