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Seleção Brasileira, um estelionato futebolistico.

Seleção Brasileira, um estelionato futebolístico.
                  Por Carlos Marinho

Acabo de assistir a final da copa do mundo, e me vem à mente a necessidade como outros tantos milhões de brasileiros, em exprimir meu sentimento, quanto da participação da nossa equipe, neste mundial da Alemanha. A seleção brasileira chegou a sede da copa, como se seus jogadores fossem moedas de extremo valor, na disputa do título. Jogadores famosos e consagrados no Brasil e no exterior.

Uma cobertura jornalística nunca vista em outros tempos, uma expectativa de um time mágico, capaz, e competitivo. A nação de verde e amarelo, numa euforia, sem precedentes, finalmente unia-se em torno dos até então heróis da pátria. Tinha-mos história, equipe e ufanismo de sobra.
Nossa moeda valia muito.

O que se viu? Já na abertura de nossa participação, no embate contra a Croácia, um timinho limitado, lento, com jogadores acuados e despreparados tanto física, como psicologicamente para o embate internacional. Nossa moeda futebolística começava a desvalorizar.

De sobra, um treinador medroso, sem criatividade e completamente refém de atletas até então considerados semi-deuses. Após o primeiro jogo, já havia um sentimento calado no peito de cada brasileiro, que aquela não era a seleção da força, da raça, da habilidade e da vontade de vencer. Não fosse uma imprensa massificante, insistente e ávida em faturar cada vez mais e nossa esperanças àquelas alturas já seriam  pífias.

Vieram os jogos com a Austrália, e o Japão, e desconfiança aumentava cada vez mais. As estrelas de primeira grandeza de nossa equipe, produziam muito pouco ou quase nada.

Reservas quando tinham alguma chance de entrar na equipe, pareciam bem mais preparados e ávidos à prática do esporte bretão em seus fundamentos básicos.

Veio o jogo da oitava de final com a seleção africana; e o time da Gana apesar de não ostentar nenhuma tradição em copas do mundo, enfrentou a seleção brasileira em jogo aberto, e apesar de ter sido derrota por 3 gols a zero, demonstrou que os vencedores eram frágeis, apáticos, pouco convincentes e que o que parecia moeda de primeira grandeza, não passava de um cheque sem fundos.

O jogo com a equipe francesa, deu a devida dimensão a este teatro tragicômico. Desmoronou e desmascarou-se finalmente a farsa pregada ao povo brasileiro, por boa parte de nossas outrora estrelas maiores. Jogadores vaidosos, ultrapassados, obesos, envelhecidos, e sem entusiasmo. Final melancólico, e um verdadeiro estelionato futebolístico.


Carlos Marinho
Recife, 09.07.06
Carlos Marinho
Enviado por Carlos Marinho em 09/07/2006
Código do texto: T190765
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Sobre o autor
Carlos Marinho
Olinda - Pernambuco - Brasil, 66 anos
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Carlos Marinho