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Desequilibrado, cabeceou contra a glória



Com a vitória da Itália sobre a França, encerrou-se a Copa do Mundo versão 2006. Mas juro, nem que fosse para ficar em segundo lugar, gostaria de ter visto nessa final nossa cor auriverde em campo. Ah gostaria! Seria o meu “Brasil”. Minha seleção, que eu estaria vendo na “telinha” correndo(???) no páreo para o hexacampeonato. Não deu. Fica pra próxima.

Ta certo perdemos, mas temos que dar o desconto para nossos esforçados e patriotas jogadores. Sempre dedicados, nossos atletas não brincam em serviço quando o assunto é profissionalismo. Nesse campo, são céleres e bem racionais. Sem essa de nacionalismo ou sentimentalismo bobo. O que interessa são os euros  e dólares na conta corrente bancária no final do mês. Afinal, existe o compromisso com a “dolce vita”, as “gatinhas loiras e/ou morenas”, os pagodes y otras cositas más... Você acha que ganhando o que ganha a maioria dos nossos jogadores espalhados nos times europeus, vão arriscar a delicada canela para satisfazer o fugaz patriotismo da plebe ignara?

 Nossos craques, racionalmente falando, sabem usar a cabeça.  Literalmente. Juro!

Falando em usar ou não saber usar a cabeça, pensei num macabro objeto que seccionou do corpo muitas cabeças. A guilhotina. Na Revolução Francesa, milhares de cabeças rolaram. Carecas, cabeludos, ignorantes, intelectuais, plebeus e monarcas tiveram suas cabeças roladas para dentro de um cesto. Nessa final, seriam alguns decapitados fantasmas franceses que rondaram o estádio de Berlim  afim de aprontar com Zidane, sem dúvidas, o maior craque desta copa? Só pode. Não sei se pela leitura labial, ou por bola de cristal, mas a imprensa já disse que o italiano falou besteiras para o francês. É possível.

 Mas o que mais impressiona neste triste episódio é a língua afiada do italiano, funcionou tal qual uma guilhotina, fez rolar a cabeça de um verdadeiro fenômeno desta Copa, no derradeiro jogo de sua vida. Realmente um final infeliz.

É por essas e outras que penso, sem fazer comentários desnecessários, num jogador incomparável e que sempre usou a cabeça: Pelé. Ainda bem que dentro de mais ou menos novecentos e sessenta anos, teremos um novo Pelé que deverá nascer em algum lugar deste planeta. Pode ser que nasça em terras napoleônicas, mas pelo amor de Deus, que não seja, jamais, parido em solo PORTENHO!
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09/7/2006  // 22:30:57


Luiz Celso de Matos
Enviado por Luiz Celso de Matos em 12/07/2006
Código do texto: T192799
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Sobre o autor
Luiz Celso de Matos
Curitiba - Paraná - Brasil, 75 anos
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Luiz Celso de Matos