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DAS UTOPIAS - OU COMO DIRIA QUINTANA

DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!   _    Mário Quintana

Concordo com ele, como sempre!
Se a gente não puder sonhar, estaremos perdidos!  E quanto mais olho as estrelas, brilhando no céu já de verão aqui em BH, mais perto estou das estrelas que brilham no céu de Gravataí, as mesmas que tu olhas.
Sonhar com estrelas, ou com o que elas significam...  Poético, mas triste!  Aliás, triste como tristes são todos os poetas!
Coisas inatingíveis! Pessoas inatingíveis... sentimentos indecifráveis,  “incorrespondíveis”!  (palavra fresquinha, acabada de ser inventada por mim) mas, nem por isto menos reais, menos desejáveis!  Pra falar a verdade, quanto mais inalcançáveis  parecem as coisas e pessoas, mais as desejamos. Acho que cada ser humano é um pouco masoquista; sabe que sofrerá por desejar o que não pode alcançar, mesmo assim, fica alimentando o desejo, guardando a lembrança do objeto do seu querer, sonhando com ele diuturnamente, ainda que isto cause, a cada dia mais e mais tristeza e sofrimento.
Gente ainda mais difícil de entender são os poetas... que podem fazer com que o sofrimento que consome e mata, pareça bonito, que podem fazer com que a dor torne-se companheira tolerável e que a saudade seja até bem-vinda!
Bah! Melhor não prosseguir. Porque os poetas têm tb o “dom” de se tornarem amargos e, às vezes, ficam repetindo monotonamente o mesmo “refrão”. E, assim, acabam fazendo  com o que leitor o abandone, indo em busca de novas emoções.
Mas, pensando bem, não adianta muito, porque as “novas” emoções  buscadas em novos poetas, jamais serão de fato novidades, pois o sentimento que as trarão à tona, sempre será o mesmo: O AMOR, mola-mestra que impulsiona a alma dos poetas de todas as idades e de todas as gerações.
É isto. Repetindo... repetindo-me... repetindo-me-te repetindo-repetindo-o refrão. Sempre repetindo. Porque não existe nada de novo debaixo do céu: é tudo repetição...recriação.
E o amor.. é sempre o mesmo amor.
BH - 24.02.04
lisieux
Enviado por lisieux em 25/05/2005
Código do texto: T19671
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Sobre a autora
lisieux
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 61 anos
394 textos (14454 leituras)
3 e-livros (409 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 18:40)
lisieux