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Sopa de L-E-T-R-I-N-H-A-S

Interjeição! Predicativo do sujeito. Ç ou c ou ss. Porque, por que, porquê ou por quê. Mal com U e mau com L. Ironia ou metáfora. G ou J, S ou Z. Todas as proparoxítonas são acentuadas. Discurso direto. Voz passiva. Tenha sempre voz Ativa! Análise morfológica e sintática. Futuro do Pretérito. Pretérito perfeito. Amor mais que perfeito. Retórica. Antítese. Minha vida é uma contradição. A Hipérbole da paixão. ´,~ e ^. () e “”. `.Atualmente @.

São tantas regras. Algumas eu sei, outras não. Incrível e contraditório, para um escritor-amador, um aspirante à poeta, como eu. Regras, provas, testes. Quando que o jogo vai começar? O jogo da vida começou faz tempo. Desde nossa primeira palpitação. Mas existe regra pra vida? Teste para o amor? Vestibular para os sentimentos?

Tantas regras. Será que escrever bem é saber como aplicá-las devidamente? Mas o corretor ortográfico não faz isso? Existe até programas de computador que ajustam a concordância, pontuação, e todas essas parafernálias que nós escritores e leitores conhecemos muito bem. No meu caso, reconheço que deveria conhecer um pouco mais. Mas, pelo que sei, até o momento não há programas de computadores que gerem idéias, nem pensamentos. Nós dominamos as máquinas, e não o inverso.

 Será que saber todas as fórmulas matemáticas é o mesmo que saber utilizar uma regra de 3 para resolver um problema do dia-a-dia? Será que saber proporcionar educação aos nossos filhos é tão simples a ponto de as instruções caberem em 400 páginas de um livro de auto-ajuda? Quantas páginas seriam necessárias para nos ensinarem a amar? 1 milhão? Na verdade, seria necessário quantas páginas coubessem em um coração.

Tantas leis. O que adianta ser um professor de química, e não conhecer a química do amor. O que adianta ser mestre em língua portuguesa, se não souber dizer palavras de amor. O que adianta ter etiqueta, se não souber mostrar o seu amor a quem você ama. O que adianta ser doutor em direito, se não reconhecer que todos têm os mesmos direitos. Todos temos direito a vida. Todos temos direito de fazermos o que bem entendermos, desde que não prejudiquemos os outros. E para usar mais um pleonasmo, todos temos direito a amar.

Me preocupando com tantas regras, leis, concordâncias, verbos, vírgulas, crases, acho que esqueci de alguma coisa. Não sei ezatamente o que está fautando. Mas o que cerá? Pence. Lenbre-çe. Xiiiii...Axo que esquessi de paçar o CORRETOR ORTOGRÁFICO!?!

ilsanches@gmail.com
Ivan Sanches
Enviado por Ivan Sanches em 19/07/2006
Reeditado em 20/07/2006
Código do texto: T197545

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Sobre o autor
Ivan Sanches
Santo André - São Paulo - Brasil, 34 anos
141 textos (12227 leituras)
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Ivan Sanches