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Uma questão de honra

         Cinco meses de namoro. A maior ousadia umas apertadinhas de leve nos seios. E por cima da blusa! Mão lá dentro? Nem pensar. “Se os outros ficam sabendo o que vão pensar de mim?”
         Se você não contar. . . quem vai saber? Argumentou, sabendo que não adiantaria nada. A menina era durona.
         O brabo é que ela queria também. Como explicar a fungação dela quando mordia o pescoço? A tremura no corpo quando era encoxada? Os suspiros prolongados depois dos beijos de língua?
        Não contou pra ninguém da situação. Podiam pensar mal. Justo ele? Um garanhão de primeira? Comedor de biscates e descasadas. Até umas bichonas no tempo de moleque não haviam escapado. E uma menininha dessas, gracinha até no rastro, não conseguia nada? É.           Na cara que iam pensar mal dele. Ia ter o filme queimado por um bom tempo.
         Era hora de jogar duro.
         - Se continuar desse jeito te largo!
         - Só faço isso porque te amo.
         - Quer é me comer e depois largar.
         - Juro pela minha mãe.
         - Ela não morreu ano retrasado?
         - Quer garantia maior que jurar pela mãe morta?
         - Bobo!
         Fez cara de magoado.
         - Fica assim não! Só queria que entendesse minha situação. Não quero ficar uma perdida como essas aí.
         Essas aí eram as meninas da zona.
         - Te juro, meu amor! Também sinto a mesma vontade que você. Só que tenho medo de você me largar depois de fazer o quer comigo.
         Foi a vez dele jurar novamente pela mãe falecida.
         - Alem do mais, se meu pai descobre ele te mata!
         Nisso tinha de dar razão. O pai dela, tenente aposentado da polícia não era de muita confiança. Bem capaz de cometer umas besteiras. Alguns tirinhos no meio de tudo. Mas sua honra estava na balança. Seu pai não tinha dito um dia que era melhor morrer com honra que viver difamado? Tá certo que o comentário dizia respeito a algumas dívidas do velho, mas se encaixava direitinho na situação. E podia parar se as coisas esquentassem.
O diacho é que não sabia se conseguiria parar. Com a tesão dando dor na barriga não tinha certeza se conseguiria parar no ponto xix. E se ela fosse virgem? Jeito tinha. E casamento não se enquadrava nesse momento nos seus planos.
         - Só quero curtir mais você. Tô cansado de só beijinhos e abraços. Queria te sentir mais. Ver a textura da sua pele.
         - Não gosta de me beijar?
         - Né isso não! Uma delícia te beijar. Só que quero mais.
         - Não!
         - Pelo amor de Deus, deixa! – e enfiou a mão debaixo da blusa.
         Enfiou não, tentou. Porque ela tirou rapidamente a mão de debaixo, ele só roçando de leve o soutien.
         - Você tá querendo aproveitar de mim porque minha mãe saiu.
         - Saiu mesmo?
         - Foi na novena.
         Hoje ou nunca, pensou.
         - Vem cá! Eu prometo não sair da linha.
         - Jura?
         - Juro por Deus! – e se arrependeu na hora. E se Deus dá um raio na hora e ele brocha pelo juramento em falso? Benzeu-se.
         - Quer um refresco?
         Fez que sim com a cabeça, mas lá queria refresco numa hora dessas.
         A menina saiu para buscar o refresco enquanto ele ficou matutando se seria verdade o que haviam contado no fim de semana. Um dos amigos garantira que um carinha da Vila do Flor tinha comido ela uns meses atrás. Coisa de duvidar! Se ele, que ela gostava pra xuxu, não podia nada, como é que um sujeitinho de merda tinha colhido a fruta? Só podia ser inveja do amigo por ela estar com ele.
         E se fosse verdade? E se ele tivesse fazendo papel de bobo? Sacudiu a cabeça negando para si mesmo. Ela era muito meiga. Muito prendada. Pra começar o namoro não tivera de pedir para o pai? E o velho não fizera questão de todas as formalidades?
         Bebeu o refresco de goiaba trazido.
         - Está gostoso?
         “Gostosa está você.”
         - Senta aqui. Senta. E mostrou o resto do sofá.
         - Deixa eu fechar a geladeira antes.
         Espiou a bundinha empinada socada dentro do short pequenininho.Na volta passou a mão em volta dela.
         - Vai se comportar? Vai?
         - Você me deixa louco! Foi a resposta.
         Beijou o pescoço de leve. Percebeu os pelos delas ouriçarem. Subiu para a orelha. Ela apertou sua mão com força. Outro beijinho, outro aperto. Enfiou a parte onde estava o brinco inteira na boca, a mão descendo ao seio. Ela se retraiu.
         - Só por cima da roupa.
         Os biquinhos estavam duros. Enormes. Brincou uns segundos com eles, rodando-os na ponta dos dedos. Desceu a mão um pouco mais e pousou na barriga, acariciando a barra da blusa. Enfiou a mão por baixo.
         As bolas formadas na barriga começavam a doer. Subiu a mão um pouco mais esperando a bronca que não veio e chegou aos seios. Uma espiadinha e percebeu ela de olhos fechados, aproveitando o carinho.
         O soutien atrapalhava um pouco, por isso ele levantou-os por sobre o seio. A mão ficou cheia. Os mamilos eram mais maiores do que pensava. Deliciosos. Partiu para o outro lado e os dois ficaram livres e soltos dentro da blusa e dentro de sua mão. Ora acariciando um, ora outro,beijando o pescoço dela novamente.Ergueu a blusa por completo.
         A boca atingiu o objetivo. Primeiro a língua, depois o abocanhamento total, a mão alisando o outro. Ela se ajeitou no sofá, quase deitada e foi por isso que ele levou a mão ao short. Tchuft. O botão abriu. A calcinha vermelha surgiu esplendorosa. Súbito um pensamento.
         - Tem certeza que sua mãe foi na novena?
         - Hum hum.
         E abrindo os olhos:
         - Tem certeza que quer mesmo?
         Claro que queria.
         - Jura que não vai largar de mim depois?
         Jurou.
         - Então vem!
         Já se preparava para segui-la quando:
         - LUCIANA!
         Gelou. Na cara que era a mãe voltando mais cedo.
         Ela tranqüilamente abriu a portinhola. O rosto da vizinha surgiu na abertura.
         - Sua mãe taí?
         - Foi na novena. O que a senhora quer com ela?
         - Um pouquinho de açúcar. Tou com umas visitas e acabou.
         - Espera um pouco que eu pego.
         De passagem ainda sorriu para ele, abaixado atrás do sofá, fora do campo de visão da inoportuna.
         Entregue o açúcar:
         - Continuamos? Ela falou.
         Um pouco da excitação havia evaporado, mas isso não era um problema sem solução.
         - Vamos no quarto então.
         Mal entrou no quarto ela falou toda dengosa:
         - Não vai me largar depois?
         - Claro que não.
         - E não conta pra ninguém?
         - Lógico.
         Todo sem jeito sentou na beira da cama. Ela toda frequetreque fechou a cortina.
         - Deixa aberta- pediu.
         - Tenho vergonha.
         - Bobinha. O mais gostoso é vendo.
         - Tonto.
         A penumbra invadiu o quarto. Mesmo assim pode vê-la nuazinha em cima da cama esperando.
         Sentiu-se o maior dos homens.
..........................................................
         - Só teve um problema – contaria aos amigos depois. Aliás, dois- corrigiu. E deu mais um gole na cerveja agora quente.- Quando o pai dela descobriu que eu tinha comido a filhinha do coração dele me fez marcar o casamento. É mês que vem. E era virgem nada. – deu um suspiro antes de continuar: - Alem de tudo o lazarento da Vila do Flor tinha passado gonorréia nela e eu gastei pos tubos em Benzetacil na farmácia do Rui.
         E desce outra cerva aí, seu Manoel. Preciso encher a cara hoje.

                                       Nicão

 
Nickinho
Enviado por Nickinho em 24/07/2006
Reeditado em 01/03/2007
Código do texto: T201035
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Sobre o autor
Nickinho
Ibitinga - São Paulo - Brasil, 63 anos
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