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DENGUE OU SANGUESUGA

DENGUE OU SANGUESUGA

A primeira coisa para se ter um bom dia é começá-lo com o pé direito. Mantenha-se vivo para a beleza, para grandiosidade, para o fascínio da experiência humana e para as malícias e delícias da vida. No ritual da vida brasileira, duas palavras exprimem as personalidades geênicas das autoridades. São perniciosas. Uma causa doença, sofrimento, dor corporal e até a morte. A outra irritação, escândalo, repercussão e revolta. Dengue e sanguessuga corroem juntos. A primeira provoca tonturas, febre, corpo dolorido, muitos dias de cama e até hospital. A segunda, delícias, fascínio, grandiosidade, riqueza aparente, mas depois de descoberta, vem o alerta, à reclamação e a decepção da gente. A primeira é provocada por vírus cujo vetor um mosquito apelidado de inteligente. A segunda isenta de vírus, porém, ambição, corrupção, o famigerado “quanto mais têm mais quer”, seja lá o que “Deus”, quiser. É o fascínio imortal dos corruptores nacionais. De qualquer maneira existe um elo de ligação entre as duas óticas indescritíveis. Às vezes simulam doenças quando o factual é brutal e lá estão as ambulâncias em ação transportando doentes de dengue e o destino final, sei lá pra onde. Os corruptores e corrompidos quando se sentem frustrados ansiosos e hipertensos, o destino final é um hospital colossal.
 Deveriam saborear o glamour das grades de um presídio genial. Político julgando político, o que pode acontecer? No início os fatos esquentam, depois amornam e ao final, caviar com marmelada. É o sétimo mandamento, em jogo desumano e pernicioso. O sangue sugado é transformado em vil metal. Quando o inseto exagera na dose o ser tem um destino frugal, o hospital ou cova melancólica, é a rota final. É a metamorfose beligerante, transformando o vetor em sanguessuga fatal. Usando de eloqüência estereotipada para chamar a atenção alheia, sem excogitarmos (inventarmos) ações deletérias, queremos viver tranqüilos e sem alardeios, pois mosquito nos olhos dos outros é areia. Imaginemos que todos temos em nosso íntimo, embora nunca tenhamos definido o quê? Esse propósito é de sermos pessoas bem integradas, controladas e eficientes com certeza. A predominância do bem sobre o mal, chama-se livre arbítrio, mas o homem como ser imperfeito escamoteia um jeito, para esta lei driblar e inchar seu bolso insufla sua índole usando surradas artimanhas para barganhar granas imensas sem expensas da honestidade como único intuito de locupletar-se e mostrar uma felicidade que não condiz com a realidade.
Já não bastam mensalões, bingos, valeriodutos, tráfico de drogas, exploração sexual, pedofilia, tudo em demasia é veneno amargo, que provoca estragos na sociedade brasileira. Em termos de corrupção um câncer novo aparece e estremece a população brasileira, ficamos sem eira e sem beira, para escolhermos nossos representantes, pois a solução se torna uma resolução que nos tornam cegos e sem escolha. Esmaecer jamais! Será que seremos capazes de apontar entre gregos e troianos quais os candidatos de valores, visto que denotamos uma inversão muito grande, desses valores, incomensuráveis talvez, mas com altivez e denodo teremos que traçarmos nossas nuanças para não mergulharmos num oceano traiçoeiro e sermos tragados de uma vez. Sorrateiramente entre dengue e sanguessugas vão surgindo as pulgas a nos ferroar. Com ardor da picada vamos dar uma coçada sem evolvimento mitósico, e esperar pelas tramóias nos palanques, nas ruas, nas convenções partidárias, será uma parafernália eleitoreira como uma ratoeira, armada para nos pegar. Só que não somos ratos nem baratas, somos humanos sujeitos a sanguessugas não só de ambulâncias, mas das peraltices da maioria dos políticos que querem reeleição e vão pondo a mão aonde não pode, colocando em desordem a intenção dos eleitores, que só se deleitam com dissabores. Parece um mundo maravilhoso, um conto de fadas. Abraços, beijinhos, apertos de mãos indecentes que viraram jargão popular. Vamos fazer contrato, tratado ou leis, acrescentem a Constituição Nacional, na Carta Magna do País, se não defenderem ou justificarem o voto popular – vamos fazer plebiscito e julgar, se é para vontade do popular o meio não é escabroso, mas deveremos expulsá-lo de lá. Perderão seus mandatos, de fato e de direito, pois elegemos os políticos com essa expectativa, se não aprovou, voou. Essa é a Lei.
 Assim será mais justo e praticável e o nosso salário forte e real, de mínimo quer o máximo, não o exorbitante e sim o justo para vivermos com dignidade, já que merecemos piedade, pena e dó. Não queremos paralisação, greves ou perturbação e sim uma vida digna onde possamos criar nossos filhos com direitos alienáveis, educação, saúde e segurança essa é nossa esperança. Queremos o direito de ir e vir, afinal sonhar não é pecado, apenas um pouco para sairmos desse calabouço infeliz que políticos sagazes e incapazes traçaram para nós. Eternos vampirizadores, fabricantes de horrores e torturas, acabemos com a prelazia das oligarquias estaduais, eles só querem encher os bolsos e nada mais. Fé positiva para mundos conturbados. Não queremos tornar nosso povo alienado e sim produtor de alegria e esperanças. Esmola jamais será aceita, não cederemos ao assistencialismo que vicia e nos deixam acorrentados e sem solução. Queremos algo melhor e mais sublime, se é vero que temos todo o tempo do mundo para pensarmos em nossa iluminação, não menos certo é que devemos aproveitar um mundo mais humano, deixando o profano de lado, e que seja ofertado conscientemente um orbe, onde possamos brindá-lo com felicidade e luz.


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-ESTUDANTE DE JORNALISMO DA FACULDADE INTEGRADA DA GRANDE FORTALEZA (FGF)/MEMBRO DA ACI E ACADÊMICO DA ALOMERCE.


   
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Enviado por Paivinhajornalista em 26/07/2006
Código do texto: T202553
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Sobre o autor
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Fortaleza - Ceará - Brasil
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