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Caso Richthofen! Certo ou Errado?

Quem define isso?

Caso Richthofen, a quase quatro anos tem sido uma polêmica, jornais, revistas, televisão todos abordam este caso, pessoas discutem isso nas ruas, no trabalho, na escola; se deixam levar pelo sensacionalismo; mas afinal, Suzane Richthofen está certa ou errada? Depende; se você acha que ela está certa, você está certo, se você acha que ela está errada, você também está certo.

É muito simples julgá-la, já houve manifestações publicas, passeatas, querendo a sua condenação, que saiu esta semana. Radicais pedem pena de morte, outros pena máxima, dizem que a justiça brasileira é só para pobres (realmente, se o individuo tem dinheiro, ele tem maiores chances de ficar em liberdade).

Mas o que a levou cometer tal coisa? Como foi sua infância? Não sou nenhum psicólogo, e nem precisa ser pra concluir: alguém que comete tal ato, com certeza precisa de acompanhamento psicológico.

Não só no caso de Suzane, mas qualquer pessoa que cometa um homicídio, precisa de tratamento medico, são pessoas “especiais”. Que concebem a vida diferentemente da maioria da população, não que estejam erradas, estão certas, dentro de suas verdades.

Tem casos mais amenos, como um homicídio derivado de uma discussão em um bar, no calor da briga, alguém "perde a cabeça" e comete o crime.
Também precisa de tratamento, já que não tem controle sobre sua raiva.

Claro, eu concordo, todos que estão lendo isso com certeza irão concordar, que matar é errado; independente do motivo; mas não é assim que Suzane e os Cravinhos pensavam na época, talvez estejam arrependidos, quem sabe.

É muito fácil julgá-los, temos nossas vidas estáveis, “normais”, mas volto a falar, como teria sido a infância dessa garota? E suas influencias? Seus pais deram atenção suficiente? não apenas luxo, dinheiro, conversaram com ela? Houve diálogo sobre a vida? Sobre os mais variados temas, sobre a morte, o mundo, as pessoas, relacionamentos? Qual era sua rotina, suas amizades, seu passatempo, atividades? O mesmo se aplica aos irmãos.

Tanto é que um dos irmãos Cravinhos, após o crime com o dinheiro que roubou da mansão comprou uma moto importada. Era seu sonho de consumo, queria ser notado, não ser visto apenas como mais um cidadão fracassado, mesmo porque a mídia passa essa imagem, que os valeres de uma pessoa estão vinculados aos seus bens materiais.

Ele perdeu o senso da realidade, estava disposto a qualquer coisa para conseguir o que queria, via a sociedade como inimiga, se sentia no direito de tirar uma vida, para conseguir o que queria. Está errado? Não; se é nisso que ele acreditava. Estava disposto a pagar o preço, no caso sua liberdade. Com certeza deve estar arrependido, afinal, quase quatro anos, vendo que desperdiçou e desperdiçara sua juventude, parte de sua vida.

Mas apenas jogar esses jovens em uma cela, como animais, (olha que nem animais devem ser tratados assim), como se isso fosse adiantar alguma coisa, claro uma pessoa que comete um ato desse, não pode ficar convivendo normalmente no meio da sociedade, mas trancafiá-los em celas superlotadas, ainda mais com o sistema penitenciário que temos, não resolvera nada.

Deveriam ter acompanhamento psicológico, em centros isolados, ter atividades esportivas, culturais, profissionalizantes, encontrar uma maneira para que sua estadia seja sustentadas por eles mesmos, não pelos contribuintes; que causa mais revolta na população.

Não simplesmente trancafiá-los, afinal são pessoas, tem uma vida por trás disso tudo.
Ah sim, mas e o casal Richthofen? Foram vitimas deles mesmos, não perceberam, ou não quiseram perceber o problema da filha. E faça qualquer coisa, nada os trará de volta.

Um amigo meu, outro dia falando que o governo não deveria simplesmente prender indivíduos perigosos, como Beira Mar e Marcola, e sim, matá-los; sim perna de morte!

Como se tivesse o poder de decidir quem deve morrer ou viver. Se isso coubesse em nossas mãos. Ele está errado? Não! Se é isso que cabe em sua pequena mente, se é nisso que ele acredita, ele está certo.

Se formos analisar, os dias de hoje não são tão diferentes como no passado, onde eles enforcavam em praça publica, fuzilavam, decapitavam, queimavam, etc...

Hoje não executamos, mas decidimos vidas, em um júri, um pequeno grupo de pessoas decidem o que será da vida dos réus.

Mas será que apenas um pequeno grupo poderia ter esse poder todo? De decidir uma vida?
Chaos Theory
Enviado por Chaos Theory em 30/07/2006
Reeditado em 30/07/2006
Código do texto: T205330

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Sobre o autor
Chaos Theory
Itajubá - Minas Gerais - Brasil, 30 anos
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