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O Código Da Vinci

Crítica escrita especialmente para o site Os Críticos.
 
                  "O Código Da Vinci"
 O diretor Ron Howard tem o cuidado de não se afastar da obra literária que já vendeu milhões de exemplares em todo o mundo. Isto compromete o roteiro e a linguagem cinematográfica fica amarrada demais, estabelecendo seqüências sem nenhuma criatividade diante de toda gama de possibilidades, pois é no percurso da ação quando as imagens nos transportam, que se estabelece a magia do cinema.
O livro de Dan Brown é engenhoso, mas sua proposta não traz nenhuma novidade. Para os estudiosos das Escrituras Sagradas, Metafísica, Ciências Ocultas, Teosofia e Esoterismo, não há a tal grande revelação de que se fala. O assunto abordado não propõe uma discussão que já não tenha acontecido sob vários aspectos. É de conhecimento público o sarcasmo e o inusitado encontrados na pintura de Leonardo Da Vinci. Aliás, no filme, não fica clara a analogia acerca desses "códigos" que Da Vinci teria proposto em determinadas telas que produziu.
Tom Hanks, o ator mais bem comportado de Holywood, compõe o personagem do mesmo modo. Desde o princípio ele dá a Robert Langdon um ar compenetrado demais o que considero injustificável. Quero crer que tenha lido "O Código Da Vinci", porém o protagonista não tem o mesmo perfil traçado por Dan em seu livro.
A atriz que interpreta Sophie Sauniére não chega a comprometer, mas é inexpressiva. Tive a nítida impressão de que o diretor Ron Howard preocupou-se em  explicar a seu elenco exatamente o que NÃO queria que eles fizessem, ou seja, a falta de expressão na composição dos personagens os tornou "robóticos".
As seqüências de ação são previsíveis; estão exatamente onde deveriam na ordem sucessiva dos acontecimentos no livro. E mais, as cenas de Flash Back, que são utilizadas para trazer informações esclarecedoras, não acrescentam nada ao filme quanto ao conteúdo histórico a que se propõem. A narrativa arrastada do filme talvez seja uma tentativa de escapar da Crítica que tem a tendência de comparar a Obra literária com a Obra cinematográfica.
Em suma, o filme é ruim, o elenco é fraco, o roteiro deixa muito a desejar. Destacaria a trilha sonora que cumpre discretamente seu papel e a frase da personagem Sophie Sauniére que resume toda a história:
              " SOMOS O QUE DEFENDEMOS".
Gabriella Slovick
Enviado por Gabriella Slovick em 30/07/2006
Código do texto: T205355
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Sobre a autora
Gabriella Slovick
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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