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2005. O ano da perplexidade nacional.



Na edição 371 do Jornal Folha Democrática, de 18/01/03, sob o título "2003, o ano da esperança nacional" demonstrei aos senhores leitores o fato de que o Brasil inteiro vinha acompanhando com otimismo e alegria o surgimento deste governo, que se iniciava de maneira límpida, após ter sido empossado diante do clamor do povo. Cheguei, inclusive, a declarar  que esta privilegiada posição concedia crédito ao presidente e a sua equipe ministerial, de confiança e respeitabilidade, mas também lhes atribuía enorme e pesada  responsabilidade, pois qualquer deslize comprometedor poderia ofuscar o brilho que reluzia, na época, em milhões de corações brasileiros.
Ao presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva, dispensei um grande voto de credibilidade ao escrever que, por ter enfrentado inúmeras dificuldades sociais e econômicas, em sua vida passada, deveria estar  consciente de seu importante papel no cenário político nacional e por isso não trairia os seus leitores, como havia feito, em ocasião um pouco remota, o Sr. Fernando Collor de Mello.
Agora, neste ano de 2005, após dois anos e meio de governo, surgem, como uma bomba de alto poder  destrutivo, atingindo a toda a nação brasileira, gravíssimas denúncias, algumas até já  devidamente comprovadas, envolvendo o PT – Partido dos Trabalhadores, o qual por ser a base aliada do governo Lula, compromete-o seriamente, colocando em dúvida a sua dignidade ,uma vez que, segundo o  resultado de estatística já efetuada, demonstra que 45% dos entrevistados o consideram conivente, condição  que o transformam em culpado, acontecimento , se comprovado poderá ensejar o seu impeachment..
Essa lamentável seqüência de fatos de corrupção ativa, sem dúvida alguma, decepciona e entristece aqueles representantes do povo, que deram um voto de confiança ao presidente Lula e aos demais políticos, cujos nomes têm sido divulgados, pela mídia nacional, como participantes dessa engrenagem de roubo, qualificando-os de ladrões de gravata. Vergonhosamente, até na cueca transportaram dinheiro.
Em nosso pequeno município, graças a DEUS, não consta  nenhum registro de corrupção que motivasse um alarde de maiores proporções.  Evidentemente que se os nossos vereadores estivessem seriamente imbuídos do espírito de fiscalizadores, por certo já teriam feito, em ocasiões, não muito distantes, várias apurações de irregularidades, que chegaram ao conhecimento do público através de veículos de comunicação da região.
Atualmente, existe em andamento na Câmara Municipal de Miguel Pereira, sem definição, ainda, uma  CEI –Comissão Especial de Inquérito, visando apurar possíveis deslizes que teriam ocorridos na Secretaria Municipal de Turismo.Só nos resta aguardar o retorno  dos respectivos edis, os quais se encontram de  férias, pagas pelo povo duas vezes ao ano.
Demarcy de Freitas Lobato (Em memória)
Enviado por Demarcy de Freitas Lobato (Em memória) em 30/07/2006
Código do texto: T205596
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Sobre o autor
Demarcy de Freitas Lobato (Em memória)
Miguel Pereira - Rio de Janeiro - Brasil, 75 anos
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Demarcy de Freitas Lobato (Em memória)