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A arte de viver


 
 
Viver é uma arte! Ou seria a vida uma forma clara de manifestarmos a arte que somos e que fazemos em cada respirar, em cada ato, em cada pensar...?  Somos os pincéis que carregam em si todas as cores do universo podendo  recria-las da forma como bem entender, somos artistas livres, sem correntes, prontos e atuantes colocados diante da enorme tela que representa a vida com os diversos temas existentes ou apresentados, só o que muda é a cor que damos a eles, como os deixamos, como os trabalhamos.
 
Temos o poder de escolher a cor que daremos a cada acontecimento, a cada fato que a vida nos apresenta. Decidimos as cores e formas da arte que queremos em nossa vida. Chorarmos a sorrirmos, amarmos a odiarmos, lutarmos ou simplesmente nos deitarmos na eterna espera dos que nunca alcançam. Podemos ser otimistas diante de nossa própria realidade ou os negativistas que choram escondidos a dor da derrota dos que nem ao menos tentaram encontrar uma vitória. Desistimos diante dos desafios ao invés de alimentarmos nossas forças com eles, preferimos deixar os sonhos a torna-los reais, entregamo-nos  à depressões, tristezas, lágrimas, dores, brigas, ódios, desavenças. Alimentamos tudo isso com palavras vazias, mortas, mentiras e deixamos nossos egos apodrecendo sem a garra de viver num canto qualquer de “eus” sem sentido de ser. E morremos nossa morte mesmo antes que ela chegue e nos abrace...
 
A vida é uma arte e quando tomarmos consciência de que tudo está nas nossas mãos, que nós somos os donos de nossos próprios destinos, que somos nós quem comanda, quem dita as regras, que somos nós os culpados pelos nossos fracassos ou merecedores de nossas vitórias, ai estaremos fazendo da nossa vida a mais bela arte já vista.
 
Está em nossas mãos o futuro que começa agora e que num piscar de olhos já será passado e um passado vazio pois nele nada fizemos, não sorrimos, não cantamos, não sonhamos, não amamos, não perdoamos. Preferimos abraçar velhas rinchas a nos colocarmos como seres também falhos que ainda buscam pela perfeição. Preferimos condenar a compreender, matar a manter e proteger a vida que se mostra na face do outro. Criticamos o mundo, as pessoas, os profissionais, os políticos, nosso time que não quis vencer, as pessoas que nos feriram ou magoaram e nos esquecemos de nos olhar no espelho que mostra exatamente o que somos, que também falhamos com o mundo, com as pessoas e conosco mesmo. Pregamos uma solidariedade mentirosa que só serve para os que estão distantes de nós, assim não corremos o risco de nos comprometermos com um trabalho que no fundo não queremos ter. Falamos de paz, escrevemos sobre a paz mas acabamos alimentando a guerra que travamos antes de tudo, conosco mesmo e depois com quem se atreve a cruzar nossos caminhos. Falamos de irmandade, fraternidade, amor ao próximo e descartamos o tal próximo quando esse cai na infelicidade de nos magoar ou ferir. Pregamos a honestidade mas somos os primeiros a burlar as leis de transito, as regras sociais e morais, impostos e tudo mais que possamos alcançar. Derrubamos o governo por não fazer o que lhe é devido e no entanto não assumimos nossas funções diante da vida...
 
Viver é uma arte e eu acredito na arte da vida, na vida acontecendo em sutis pinceladas, desenhando e recriando em seus traços o perfil do novo homem que surge a cada dia, alimentando o mundo e o tornando cada vez mais o sonho real na sua real arte de viver.
 
 
05/07/2006

Aisha
Enviado por Aisha em 01/08/2006
Código do texto: T206828
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Sobre a autora
Aisha
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 50 anos
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