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               Votar ainda é o ideal 

     Quero escrever uma crônica sobre o dever cívico e o direito que temos como cidadão de participar ativamente por meio do voto elegendo aqueles que irão nos representar nos poderes tanto no legislativo como no executivo. 

     É difícil e desanimador quando nos deparamos com a vergonha que se encontra o nosso país em relação aos políticos. Certamente, a grande parte da sociedade se acaba indignando e perdendo a vontade e o desejo de continuar o processo eleitoral e assim votam em branco, anula ou mesmo abstém-se de votar. 

     É bem verdade que qualquer escolha que se tem seja anular, votar em branco ou abster-se de votar é uma forma também de dar sua resposta e de certa maneira exercer a cidadania. Porém, o que se precisa refletir é que, será que expressar a indignação usando deste expediente é a melhor forma de exercer a cidadania? 

     O importante e que não podemos esquecer é que, abstendo ou votando em branco políticos se elegerão. No caso do voto nulo, teria que atingir uma maioria expressiva de votos para rejeitar todos os candidatos, fato que seria quase que impossível de acontecer. Partindo deste pensamento o correto a se fazer é realmente analisar, refletir, conhecer o passado do candidato e assim escolher alguns para o representá-lo. 

     A tecnologia hoje nos possibilita ter um conhecimento amplo de cada candidato. Ter um conhecimento amplo e irrestrito de todos os concorrentes seja na casa legislativa, ou no executivo. Basta acessar a internet, e se tem todas as informações dos pleiteantes, tanto aqueles que são iniciantes quanto aqueles que procuram à reeleição. 

     Um papel fundamental no auxilio para a sociedade escolher bem seus representantes passam pelas Ongs. Sabemos que hoje há muitas delas que atuam também nesta área, isto é, são promotoras da cidadania e conscientizadora da sociedade sobre o melhor perfil para a escolha de representantes políticos. 

     A democracia somente pode ser cada vez mais próxima do ideal com o exercício continuo dela, e até mesmo com as frustrações, pois nela se aprende e corrigi determinados erros do passado referente as escolhas. 

     Algo que é fácil de ser percebido que deve ser levado em conta pelo eleitor está no gasto do candidato. Uma pessoa jamais gastaria a soma de seus proventos anuais, ou mesmo do mandado para se eleger, pois, isto não faz sentido. Como alguém pode gastar apenas para se eleger a quantidade total de seus proventos? Então, se deve ficar atento com aqueles que fazem campanhas milionárias. 

     Outro dado importante em se estar atento são aqueles candidatos que se apresentam como bonzinhos  oferecendo todo tipo de ajuda, de promessas, falando mal dos concorrentes; se apresentando como salvador da pátria, pois, na verdade, temos que tomar muito cuidado, candidatos que usam destes expedientes são pessoas sem ética, em suas próprias colocações já apresentam suas verdadeiras personalidades. 

     Outro fator que devemos manter atentos e serve para avaliar determinados candidatos é observar o comportamento. Tem candidatos que quando estão em campanhas fazem de tudo para conquistar o voto e depois somem, voltando na eleição seguinte – não que o político deva estar sempre em suas bases eleitorais. Há muitos que depois de eleitos não se encontram em lugar nenhum muito menos nas casas legislativas. 

     Outro dado importante que se deve estar atento é como os candidatos procedem quando estão no poder. Quais são os projetos apresentados, quais são suas posições diante temas polêmicos como aborto, drogas, temas relacionados à sexualidade. Enfim, temas complexos e de ordem moral, ética, cientifica e humana. 

     Quanto ao Poder Executivo, é fundamental o eleitor ter como parâmetros para analisar candidatos certos expedientes como a publicidade. Esta pratica, é muito usada para manipular a sociedade e dar a impressão que se está se fazendo tudo, o que em muitos casos é mentira, e ainda dá vasão à corrupção como vimos através da mídia. 

     Finalizando, não podemos nos abater diante todos os quatro o qual estamos vivendo, e usar do nosso direito constitucional como protesto deixando de escolher nossos representantes. Pelo contrario, devemos ser estimulados para transformar a sociedade e assim, estar neste continuo rumo a democracia para termos um país cada vez mais próximo do ideal. 

     Cabe a todos, seja as entidades que atuam na formação da cidadania; sejam as mídias; os formadores de opinião levar esta mensagem aos eleitores para que de fato ocorra o aprimoramento da democracia e cada vez mais possamos ser governados em todas as esferas de governo por políticos éticos.
Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 07/08/2006
Reeditado em 07/08/2006
Código do texto: T211250
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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Ataíde Lemos

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