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O que mais gostaria nesta vida no uso de minha cidadania, seria poder escrever enaltecendo as autoridades políticas do meu país. 

Falar da preservação da Natureza, da piscosidade e variedade de espécies ribeirinhas, marinhas...

Realçar a intatactibilidade das matas, das flores, das espécies nativas...

Aplaudir o planejamento urbano e a limpeza das cidades...

Discorrer quanto as tecnicas de extrativismo auto-sustentável...

Elogiar nosso projeto modelo de não poluição...

Versejar pelo padrão impecável da nossa malha viária....

Gabar o plano habitacional, onde as pequenas falhas dedectadas são apenas em função do uso inadequado do adquirente ...

Cantar loas aos sistema financeiro que dá oportunidades à todos e não como em outros países que só os ricos têm acesso ao crédito...

Poetar quanto a honestidade, capacidade e intrepidez de nossos políticos...

Entoar cânticos pela excelente segurança que graça pelos campos e cidades...

Salmizar a benesse da eqüinânimidade na distribuição de rendas...

Comemorar uma década sem escândalos políticos, financeiros, sem vazamento de produtos tóxicos...

É são tantas emoções vividas quando estou aqui*, não podendo interferir na história, mas apenas como um peão do xadrez, mas fazendo parte da mesma . Vezes sinto me tal marionete, manipulado pelo poder, pelas elites ( econômicas, sociais, políticas, magistradas), não extravaso solidão, não a vejo pingando das paredes qual suor de penitente no Hades, não me sinto só, porque ao meu redor, vejo meu povo na mesma situação. A gente se sente impotente. O povo é impotente. A mídia, sob o poder econômico ou persuadida pelo poder político, maciçamente nos entopem quais bueiros cerrados e assolados pelo lixo e detritos trazidos pela louca enchurradas de idéias, ideais e paixões dementes, promessas e falácias, ilações e diletantismos, planos simulacros e sem saber para onde correr, nos sentimos subjulgados, atados, jungidos, enclausurados e passamos a ser massa de manobra dos jogos sujos dos políticos profissionais. Romanos, Otomanos, Santo Graal, As Cruzadas, Capuletos e Montéquios, Bórgias, Átila, Richelieu, Napoleão, Cícero, Espartanos e Atenienses, Páris e Menelau, Lenin, Trotski, Marx, Hitler, Judas, Barrabás, Gelfas e Dimas....a história se repete. Pinzón, Montezuma, Simon Bolivar, Guevara, Tiradentes, Silvério dos Reis... O palco é o mesmo, os figurantes sãos os mesmos, a platéia é a mesma... a insana 
busca pelo poder é a mesma... desumana, torpe e cruel. 

Fidel, Baía dos Porcos, Guadalcanal, Sioux, General Lee, W Bush, Sadam, Bin Laden, Grécia e Chipre, Malvinas ou Falklands, Croácia e Bósnia, Irã e Iraque, Afeganistão, Curdos, raças, credos, etnias, Palestinos e Judeus, religiosos.... Irlanda, Jerusalem, Xiitas, Moabitas... Eixo do Bem e do Mal... Rasputins de plantão manobrando bastidores. Brutus da república tupiniquim apunhalando um pretenso Augustus. Alexandra do faz de conta... E Nicolau nunca sabe de nada...

* trecho da letra de Roberto e Erasmo Carlos
GDaun
Enviado por GDaun em 13/08/2006
Reeditado em 28/08/2006
Código do texto: T215940

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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