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Balanço

Com a proximidade do final do ano costumamos fazer um balanço das atividades e atitudes exercidas durante o mesmo.
Talvez em virtude do espírito natalino, nosso coração se torna melífluo e nos pomos a analisar as atitudes tomadas de forma mais sensível e  vemos que nem todas foram altruístas.
Mesmo assim, por sermos apenas humanos, sêres ainda imperfeitos, nada obsta revermos nossa caminhada para o futuro.
Se em algumas ocasiões o trem saiu dos trilhos, não devemos culpar o destino , as Sibeles ou Cassandras, mas buscar o aperfeiçoamento na condução do nosso viver, pois, ainda dispomos da última virtude da caixa de Pandora.
Se não pudermos transpor obstáculos, aprendamos a contorná-los ao invés de batermos de frente, ferindo e sendo feridos.
A intransigência nos faz mais duros, nunca mais felizes.
A superação das dificuldades não se mede pela quantidade de força exercida, mas sim pelo resultado benéfico dela emanado.
Perdoar e esquecer não é tarefa simples, isso é de competência de pessoas de elevada condição moral. Não precisa ser intelectual, ariano e portentoso em posses, para ser piedoso e resignado.
Se copiamos e imitamos tanto tantas coisas, porque não imitarmos também as  grandes virtudes e os grandes ensinamentos.
Se colocarmos uma rosa frente a um espelho, será refletida a imagem de uma rosa; se colocarmos um sapo, será refletido um sapo. Quem planta vento, colhe tempestade. Os ressentimentos e amarguras, o desamor e mal-querer , muitos provocados por nós mesmos, nada mais são que a imagem do que emitimos.
Corações empedernidos não aceitam a união, o perdão, a tolerância e a compreensão,  e assim sofrem pelo mal praticado e vivem um remorso doloroso e constante por não terem aprendido ainda, o bem do amor que podem usufluir e exalar em benefício próprio e daqueles que lhe são próximos.
Neste findar de ano , quando relebrarmos o que deixamos de fazer, não vamos arrostar as agruras e vicissitudes  e  dar crédito apenas ao destino, mas sim, entender as difi culdades e procurar uma maneira satisfatória de superá-las no ano vindouro.
Procuremos no próximo ano a realização de coisas simples e eficazes que nos deem satisfação plena no convívio harmonioso com nossos semelhantes.
Deixar de lado as intrigas, as mazelas crescem por serem adubadas com o vício do ódio.
Se possível, retomar os projetos há muito esquecidos no escaninho dourado de nossos corações; vamos aprender ou os mais evoluídos aperfeiçoar, as virtudes do perdão,  da compreensão, da resignação, do carinho, do afeto,  do consolo, da palavra amiga e esbanjar amor, muito amor.
Em todos os momentos vamos buscar dentro de nós a força necessária para a superação.
Ninguém pode cobrar o que não dá, pois, cada um colhe do fruto que plantou.

GDaun
Enviado por GDaun em 14/08/2006
Código do texto: T216007

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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