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A Violência Mundial e a do Brasil


     Estamos vivendo um início de milênio sangrento. Os atentados estão sendo generalizados. Todos os povos estão em busca da PAZ, porém não conseguem encontrá-la, ou pior, tentam resolvê-la através de métodos errados. Esta violência está relacionada às brigas de forças entre povos e às ideologias políticas e religiosas.
 
      Embora esta violência tenha surgido antes dos ataques às Torres Gêmeas, se acirrou a partir daquele acontecimento. Se no passado já havia uma notória repulsa aos EUA, depois de tais acontecimentos vemos cada vez mais a violência e o terrorismo sendo aumentados. E nesta medição de forças, se constata um número crescente de mortes de pessoas inocentes.

     Embora hoje apenas uma nação dê as cartas ao restante do mundo, por ser a mais poderosa em armamentos e o País mais rico, vemos que esta superioridade não está sendo suficiente para inibir ações de outros grupos e nações, pelo contrário, esta hegemonia tem sido o fator principal de todas as iras espalhadas pelo mundo.

     É triste constatarmos que esta violência tem estimulado ainda mais o uso da força em vários povos e que tem tido como resultado, a morte de crianças, mulheres e uma total invasão da privacidade e da soberania dos demais paises.
 
     Infelizmente, os noticiários de todo o mundo  trazem em suas manchetes somente atentados e mortes no Iraque, a guerra no Líbano, catástrofes e notícias de alertas em vários países, principalmente os da Europa.
 
     Como não poderia deixar de ser, em nosso País as matérias que predominam nos telejornais e na imprensa escrita também têm como  principal assunto, a violência. Estamos vivendo uma verdadeira guerra civil em nosso País, onde o crime organizado está cada vez mais se espelhando no terrorismo mundial para também atingir seus objetivos por aqui.

     No Brasil estamos vivendo uma violência generalizada, tanto as facções criminosas espalhadas pelo País afora têm atemorizado a sociedade como também as organizações criminosas, que se  transformaram em grandes quadrilhas,  estão assaltando os cofres públicos, tirando dos brasileiros recursos que poderiam ser empregados na saúde, transporte, habitação, segurança, geração de empregos enfim, poderiam melhorar as condições de vida da população.
 
    O País está numa verdadeira crise de segurança e de identidade. A população está totalmente anestesiada e atônita com tudo o que está acontecendo. Por um lado, vemos os presos que reclamam das circunstâncias em que estão vivendo nos presídios, uma total falta das  mínimas condições e com todos os seus direitos violados – quero aqui abrir um parêntese: sei que muitos podem fazer críticas a este meu comentário sobre os presos, porém temos que ter em mente, que é necessário saber lidar com este tipo de situação, pois acuar um animal feroz é depois sentir as conseqüências.


     Cabe ao Estado tirar estas pessoas de circulação para proteger a sociedade, no entanto, cabe também ao Estado resguardar seus direitos mínimos e básicos.  Aqueles que atuam no sistema prisional – na assistência aos presos – conhecem perfeitamente a realidade em que ele se encontra, completamente falido e agora está explodindo.
 
     Embora o grupo que esteja por trás destes atentados (PCC), seja um grupo de terroristas, que está apavorando a sociedade, é notório que deve estar tendo o apoio de todos os encarcerados de um modo geral, pois representa através dele, o grito dos presos.

     Por outro lado, não podemos descartar o uso político-eleitoral por trás desses acontecimentos, pois um barril de pólvora quando está para explodir, basta apenas uma pequena fagulha de fogo. E neste momento atual de eleições tudo é possível.

     A sociedade se encontra também sob um outro dilema, que é a outra forma de violência, a que acaba de certa forma, produzindo a violência acima citada. A corrupção. Por um lado, vemos tudo muito claro: a roubalheira, os mensalões, os sanguessugas e o envolvimento de ministros nos esquemas de corrupção divulgados por toda imprensa. Já por outro lado, o governo diz que é inocente, que não sabia de nada e ainda quer passar para a sociedade, que este foi o governo que mais trabalhou contra a corrupção e por fim, ainda diz que deu total apoio ao Congresso Nacional para investigar tudo.

     Finalizando, estamos numa época difícil, se alguns governos colocavam a crise mundial como fator essencial para o não-crescimento econômico do País, hoje presenciamos outros fatores, como a violência e a falta de segurança mundial. O Brasil também entra nessa onda de violência e como não poderia ser ao contrário, os criminosos de colarinho se espelham em seus lideres criminosos de colarinho branco, as facções se espelham em seus ídolos terroristas e a população se divide, parte fica com os terroristas, parte fica com os ladrões de colarinho branco, só restando a nós saber qual deles é o menos mal.
Revisão:
Vera Lucia Cardoso

Ataíde Lemos
Enviado por Ataíde Lemos em 14/08/2006
Reeditado em 07/11/2009
Código do texto: T216521
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Sobre o autor
Ataíde Lemos
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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Ataíde Lemos

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