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Regra Invisível

O sistema e as regras do metrô têm sido interpretados erroneamente e com isso enfrentamos resultados bastante negativos.
 
A sociedade e os indivíduos que porventura se beneficiam deste meio de transporte, são em parte culpados por esta grave situação. Considero um descaso a falta de cumprimento das regras, estampadas em placas e insistentemente ditas pelos funcionários desta organização, principalmente na estação Sé, onde claramente observamos a brutalidade das pessoas nos horários de pico, somos empurrados para dentro do trem, não se respeita idosos, grávidas, tampouco deficientes e crianças, tais atos são muitas vezes realizados com um "fundo musical" de gargalhadas, e deboches aos funcionários que recomendam não segurar a porta.
 
Assistimos diariamente a faixa de segurança amarela (onde esperamos a abertura da porta do trem) ser ultrapassada, embarques sendo realizados pelas plataformas centrais por pessoas, aparentemente, jovens e saudáveis (exceções deveriam ser dadas para uso preferencial). Nas escadas rolante manter-se a direita e deixar a esquerda livre para passagem é um ato totalmente ignorado, mesmo em horários mais tranqüilos.
 
Acredito ser difícil controlar esta situação, vejo muitas vezes o auxílio de profissionais nos horários mais críticos, porém a quantidade de pessoas que contrariam as regras é imensa, e ainda utilizam a ridícula desculpa: "Eu faço porque todo mundo faz".
 
Todavia, é essencial enfrentar estes desafios, devemos levar este assunto a debate, para que toda sociedade esteja atenta e tenha consciência de que além de cobrarmos as autoridades competentes, também não deveríamos cobrar a nós mesmos, nos reeducando com relação a regras tão simples? Vamos mudar a frase para: "Eu faço o que é correto". Qual a dificuldade em contribuir com uma pequena parcela para o bem comum, em vez de se deixar contaminar por aqueles que fazem o que todo mundo faz? Vamos tornar as regras visíveis e cumpri-las, ou continuaremos contribuindo para a ação maléfica, diabólica e inexplicável da violência urbana?
 
Passe a diante, seja um elo na corrente do bem.
Andy Góes
Enviado por Andy Góes em 16/08/2006
Código do texto: T217756
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Sobre a autora
Andy Góes
São Paulo - São Paulo - Brasil, 38 anos
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Andy Góes