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Há uma tendência de se discutir o diferente, mesmo que este seja igual a tantos séculos. Retificando, igual não, enquanto analisamos o diferencial cronológico - evolutivo, que muda substancialmente a visão, mas ainda não resolve a questão.

As iniciativas manifestas, oriundas dos mais diversos Órgãos Públicos e Privados, das Fundações, ONG’S, Associações e Comunidades, revelam a execução de uma infinidade de PROJETOS SOCIAIS, que caracterizam grupos: idealizadores, inovadores, humanistas, transformistas, uma gente que vai à frente do próprio tempo, porque volta o seu olhar para questões que precisam e merecem total atenção.

Difícil imaginar, ser possível, estar inserido no contexto coletivo, se não estivermos absolutamente atentos ao outro. Entretanto, neste ponto, os referenciais e diferenciais humanos fazem com que cada indivíduo volte seu olhar para um “outro” que comungue, que conjugue, que esteja cúmplice e parceiro de um “eu”, que ou o escolhe espontaneamente, ou o recebe abertamente, quando chega de um jeito surpreendente e inesperado.

É assim que acontece quando vem ao mundo um “Diferente” dotado de necessidades especiais; quando um acidente interrompe os passos e os abraços de um adolescente; quando uma doença qualquer cria um tipo de seqüela e aplaca a vida com o seguinte desafio: ser eficiente diante da deficiência e da impotência circunstancial ; espiritualizado, diante da realidade fatalística que se materializa a nossa frente.

Não! Esta crônica não é uma crítica; uma reflexão, uma partilha, um compromisso? Depende do olhar...

Nossas ruas, nossas cidades, nosso país, precisam ainda refletir a delicadeza humana de proporcionar acessibilidade em todos os níveis. A começar pela ACESSIBILIDADE INDIVIDUAL E INTERIOR, que nos capacita a enxergar o diferente como um inserido no contexto da vida cotidiana.

“A inteligência parcelada, compartimentada, mecanicista, disjuntiva, e reducionista, rompe o complexo do mundo em fragmentos disjuntos, fraciona os problemas, separa o que está unido, torna unidimensional o multidimensional. É uma inteligência míope que acaba por ser normalmente cega. Destrói no embrião as possibilidades de compreensão e de reflexão, reduz as possibilidades de julgamento corretivo ou da visão a longo prazo.Por isso, quanto mais os problemas se tornam multidimensionais, maior é a incapacidade de pensar o multidimensional; quanto mais a crise progride, mais progride a incapacidade de pensar a crise; mais os problemas se tornam planetários, mais eles se tornam impensáveis. Incapaz de considerar o contexto e o complexo planetário, a inteligência cega torna-se inconsciente e irresponsável.”

Este é um dos pensamentos de Edgar Morin que contextualiza o foco desta crônica – reflexão: investir na totalidade apostando numa inteligência capaz de olhar o outro sem desprezo, defesa ou piedade, a ponto de conseguir fazer da visão uma ação, prática, concreta e operante, onde nenhum “segmento” de nenhum “grupo” pode ser preterido.

Assim é a análise e a síntese da própria vida.

Portanto, (re) discutamos o planejamento, as ações, os resultados, as avaliações que levarão a novos planos, novas atitudes, novas colheitas e novos frutos.

O sucesso de qualquer empreendimento só se mede avaliando os resultados, que por sua vez, vem de ações que deram certo, e elas, advém de um planejamento eficiente, elaborado minimamente para a evolução construtiva.

E é disso que o Homem precisa: Educação! A única saída?

Certamente, uma rara esperança...
Márcia Beatriz Prema
Enviado por Márcia Beatriz Prema em 16/08/2006
Reeditado em 16/08/2006
Código do texto: T218261

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Sobre a autora
Márcia Beatriz Prema
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Márcia Beatriz Prema