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MORREU O POETA

MORREU O POETA!

Foi o grito  que se ouviu  pela cidade .
MORREU O POETA !
Podesse matar  a Poesia? Pode calar um mestre?
Foi na calada da noite. Foi tudo  feito sem nenhum alarde. Como se ninguem  quisesse saber o que estava para acontecer. Mas era  uma morte á muito anunciada . Uma morte  que todos sabiam que iria acontecer . Pelo crime de cantar  o amor, a beleza , as velhas abandonadas , o lirismo, a alma  andaluz, de professar e  amar o maor que não se quer dizer o nome .
Decidiram assim , sem mais nem menos , Sem julgamento . Um julgamento era o mínimo que se esperava . Mas não . U&m simulacro , alguns desafetos com suas estórias , Ele não fazia segredo de si mesmo . Era conhecido na cidade, no país, no Mundo .Estes homens eram partidários  daqueles que diziam ter vontade em pegar de uma arma  ao ouvirem a palavra cultura.
MATARAM O POETA!
Tentaram calar  a cotovia . mas se pode calar os pássaros?
Tiraram-no de casa  aos empurrões , colocaram  com outros presos , simples campônios, amigos do homem,  desconhecidos . Só porque estavam nas ruas quando o caminhão da Morte´passou .Caminhnão sem cor e sem  nenhum sinal que o identificasse . Algum tempo se falava do levante no Marrocos , na luta que já ocorriam em Madrid, Barcelona terra anarquista . A valente Barcelona, onde uma Dolores Ibarruri gritava  NO PASARAN.
Infelizmente eles passaram . Eles vieram para  tentar apagar aquilo  que  custou sangue de gente arabe, espanhola, francesa, romana, cartaginesa . E fazer voltar a mesma  idéia  dos  Torquemadas  e dos reacionários  que faziam sucesso na Italia, Portugal e Alemanha .
Em pouco tempo a colheira estava feita . Era sinal  de que estes desviados, estes vermelhos não iriam sujar a terras de Cervantes , de Unamuno, de Picasso. PObre Picasso ; que conta a história em Paris , quando da apresentação de seu Guernica, um oficial  nazista perguntou-lhe se fora ele que fizera , e o baixinho, enfrentou a prepotência germânica para afirmar " NÃO ! FORAM VOCÊS" . Naquele  carro seguiam pela noite  escura  e estrelada , como se Selene  já antevisse o que estava para vir . JUntavam-se cada vez mais pessoas . A colheira hoje iria ser boa . Os companheiros naquela derradeira viagem poderiasm ser  seus amigos, ou meros  lavradores , campônios , que mal ouviram falar de uma Revolução  na Russia , de um homem chamado Lênin, Stalin , Trotsky , ou mesmo Kropotikin, Gogol ou Bakunin. Seu crime  era o de ter  pensado que a terra era para todos que nela trabalham , e não só do padre , do  senhor do governo ou da Cidade de Deus. Alguns queriam  construir aqui a Cocanha , o Eldorado. E por isso estavam agora pagando  pela coragem . Como Socrates , séculos antes , ele estava sendo  punido pelos mesmos homens que sonhavam  com a volta da Espanha como  a Guardiã do Cristianismo.
MATARAM O POETA !
o CAMINHÃO PAROU . Desceram, mandaram que  andassem , Sequer coragem tiveram para  atirar pela frente . Tombou ali , em uma estrada perdida no meio do nada , no meio de uma guerra que até mesmo não era  dele . Logo ele um pacifista. Um homem  deu-lhe o tiro de misericórdia. Apagava-se assim a chama do amor na espanha , e se abria a barbarie  e a Banalização do mal.
O poeta morreu! Sua alma agora esta livre , no Parnasso , junto ás Musas , olhando por nos e nos lembrando " DIGAM AS FLORES QUE NÃO SE ENVAIDEÇAM DE SUA BELEZA , POIS SERÃO ACORRENTADAS E VIVERÃO SOB OS VENTOS CORROMPIDOS DA MORTE".
       
grotius
Enviado por grotius em 21/08/2006
Código do texto: T222227

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Sobre o autor
grotius
Santo André - São Paulo - Brasil, 61 anos
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