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Dor de Amor





11 de maio de 2005.




Dor de amor...
Como pode doer a coisa mais linda e perfeita do mundo?
Ele é nossa origem... viemos do amor, pelo amor, para o amor.
Será mesmo que o amor dói?
Ou são nossas concepções do que é o amor?
Quem foi que disse que amar é sofrer?
Quando foi que acreditamos que o amor é individual?
Por que fomos educados a prender o amor, guardá-lo como algo que pode ser perdido?
Ninguém é de ninguém... nem os filhos que geramos nos pertencem, sequer uma flor que plantamos é nossa...
Tudo é do mundo, pertence à coletividade, faz parte da energia cósmica.
Aqui estamos todos para cumprir uma missão individual, que só a nós pertence, e nessa caminhada encontramos parceiros, cúmplices, professores...
O amor só dói quando amamos da forma errada...
Aquela compressão no peito que nos faz sofrer por não sermos correspondidos, é falta de amar mais e melhor a todos... porque o amor não é mesquinho, não pode ser doado exclusivamente a uma pessoa apenas em todo o vasto Universo...
Somos primeiramente espíritos, fazemos parte de uma coletividade, uma Unidade total, que para alguns tem o nome de Deus.
O corpo é um receptáculo para conter o espírito, e fazê-lo aprender com as limitações de necessidades, tempo e espaço, lições para o desenvolvimento.
Quando estamos apaixonados, o mundo ganha cor, música, cheiro e sabor... porque essa é a nossa essência, nosso verdadeiro Eu.
E quando esse amor se amesquinha, sentimos o verdadeiro sentido do que é o inferno...
Por que não nos ensinaram a sentir essa paixão primeiramente por nós mesmos? Por que tanta culpa, tantas recriminações, cobranças?
Quando amamos, a tudo perdoamos e encobrimos... por que não fazemos isso por nós mesmos, primeiramente?
Na vinda de Cristo a esse planeta, ele veio para ensinar, como ele mesmo disse, “a verdade”.
E substituiu todos os conceitos de regras e tradições há tanto cultuados com apenas duas regras:
“Amai a Deus acima de todas as coisas... e ao próximo como a ti mesmo”...
Apenas o amor... a síntese de todas as regras.
Mas o amor a Deus foi transformado em temor, receio, medo, e o amor ao próximo uma obrigação, abnegação, uma tarefa, e o amor-próprio em egoísmo, pecado... quando foi que nos deixamos assim deturpar?
Se não amarmos a nós mesmos, como amar o próximo? Se não conseguimos nos perdoar e encobrir nossas falhas, como poderemos fazer o mesmo com os outros?
Por que pensar que Deus, que nos conhece intimamente desde sempre, nos cobraria o que não temos condições de realizar? Por que pensamos que Deus recrimina nossas falhas, nossos erros e tropeços, se nós, que somos seus filhos, não recriminamos quando uma criança que está aprendendo a andar tropeça e cai?
Pois para Ele, é o que somos... crianças aprendendo a andar... e como pais amorosos, Ele, que é Pai e Mãe, nunca nos recrimina, mas nos estimula constantemente a continuar, a aprender, a novamente levantar e tentar...
E por isso nos afastamos tanto da concepção do amor, do verdadeiro amor... não nos permitimos errar, e cobramos dos outros apenas os nossos próprios erros... se não aceitamos em nós, como podemos aceitar nos outros?
O que fazemos a nós, fazemos aos outros, o que plantamos é o que colhemos e comemos...
Essa é a verdadeira Lei.
Então, na realidade, o amor não dói... o que dói é a deturpação da idéia do amor, que é nossa essência real, portanto, nossa real vida, nosso significado no Mundo.



Edilene Barroso
Enviado por Edilene Barroso em 22/08/2006
Código do texto: T222266

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Sobre a autora
Edilene Barroso
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
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Edilene Barroso