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C A S S I N Ã O

  Domingo, 10:00hs., sento frente ao computador e dois temas estão no regurgitamento mental para formatar mais um Chasque. Levanto o quengo, como se buscasse inspiração, e coloco atenção na folhinha (é, calendário também é folhinha), patrocinada pela Caixa Federal, e aqueles dois assuntos são imediatamente “escanteados”. Nesta terceira “fonte” vejo uma grade com 35 retângulos. São sete colunas compostas por cinco daquelas figuras geométricas. Encimando cada coluna está o nome dos dias da semana. Dessa forma, sob o nome Segunda-feira está escrito: DIA DA LOTECA  -  LOTOFÁCIL  -  LOTOGOL. Sob o de Terça-feira: DIA DA QUINA  -  DUPLA SENA. Quarta-feira: DIA DA MEGA SENA  -  LOTERIA FEDERAL  -  LOTOMANIA. Quinta-feira: DIA DA QUINA. Sexta-feira: DIA DA DUPLA SENA. Sábado: DIA DA QUINA  -  MEGA-SENA  -  LOTERIA FEDERAL  -  LOTOMANIA. Domingo: Ufa! Não há nada escrito. Mas certamente deve “correr” alguma dessas apostas. Escrevo “deve” pois não aposto, nunca apostei e nem pretendo apostar nessas loterias. Ilusão institucionalizada ou Cassinão Oficial? Pouco importa. O real é que grande parte da população joga seus reais naquelas apostas. E filas imensas de crédulos se formam semanalmente. E, ao escrever crédulos, faço-o corretamente. Algum precipitado poderá dizer: mas Tchê Cláudio, tu és o Joãozinho do passo certo. Bueno, sozinho no tal passo não estou, mas não tenho vocação para Joãozinho do Orçamento. É, alguns brasileiros esquecem rápido, mas que “baita” sorte teve aquele Joãozinho, que ganhou dezenas de vezes na loteria. Crer é bom e é preciso, mas no Supremo, em Deus, no Arquiteto, no Altíssimo e por aí afora. Credibilidade é uma coisa, prova é outra. O povo não tem prova, portanto não pode acusar. Mas que chá de marcela e um pé atrás nunca fez mal para ninguém, também é verdade. CPMF, cremos que o todo arrecadado vá para à saúde. Vai? Deve ir, não é, Joãozinhos? Ou alguém tem prova de que não vai? Este “imposto” do Cassinão Ilusório talvez seja o único do qual se pode escapar. É só não ir para a fila. Perto de 40% do que o brasileiro produz vai para o Cassinão, digo, para o Governo. Puxa vida, 40%! É, a miséria deve ser outra ilusão (de ótica). E a falta de educação e cultura também. Mas enfim, crentes do meu Brasil varonil, ide lá... para a fila, fazer uma “fezinha”. Afinal, +ou- 30% do arrecadado vai para rateio entre os ganhadores. Ide e crede. Ah! E, boa sorte. E, se alguém tiver curiosidade, saiba que há sessenta anos foram proibidos os Casinos/Casas de Espetáculos no Brasil. Afinal, irmãos, isso é coisa do diabo, digo, concorrente. Ou a turma do Cassinão é boba?
claudio@aymore1952.com.br
Cláudio Pinto de Sá
Enviado por Cláudio Pinto de Sá em 24/08/2006
Código do texto: T224525
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Sobre o autor
Cláudio Pinto de Sá
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 69 anos
163 textos (23327 leituras)
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Cláudio Pinto de Sá