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Plutão, um ex-planeta




A Astronomia (que estuda os céus para fins científicos), manda avisar  a Astrologia (que estuda o céu para fins místicos, ou seja, estuda a influência dos corpos celestes na vida das pessoas), que um novo planeta existia. Planeta X. Esse recado foi dado em 1930.
Naquela ocasião, acabavam de descobrir um novo corpo celeste no Sistema Solar que habitamos. Mais um elemento havia entre asteróides, satélites, cometas, meteoritos e poeira cósmica que gravitam em torno do astro maior foi o dito. E o Planeta X, menor que a Lua que embeleza nossas noites,  foi nomeado Plutão. Segundo os da Ciência, do Sol, esse é o mais distante de todos e do Sistema, é ele  o mais lento.  Imagine. O planeta de 1930  gasta beirando 248 anos para fazer sua viagem ao redor do Sol. É esse o ano-Plutão. (O  ano-Terra tem  365 dias.)
A Astrologia, logo que  recebeu o recado da Ciência,  tomou ciência de que descoberta de planeta novo traduzia aprimoramento ao processo evolutivo do ser humano. Discutiram se o novato  estaria regendo Escorpião ou Áries. Decidiram por Escorpião. Apesar de Marte, regente mais antigo, Escorpião teria um regente moderno, que encerra o segredo da vida e da morte, que cria e recicla todo o Universo, dono de uma inacreditável capacidade de trabalhar e argumentar com precisão.
Carlos Drummond de Andrade, você, que nasceu em 31 de outubro de 1902, escorpiano regido por Marte, aos 28 anos de idade, teria tido sua sorte mudada com a regência de Plutão? Você havia acabado de escrever que “no meio do caminho tinha uma pedra”. Seria essa pedra o Plutão que ameaçava  dar as caras, a mostrar seu brilho no espaço celeste........ Teria você se desvencilhado da tal  pedra e, num outro caminho suposto,  no governo de Plutão, teria encontrado toda a sua maior arte-poesia?
Agora, veja só, poeta maior, de Escorpião. Neste final de agosto de 2006, a Astronomia manda outro recado para a Astrologia. Informa que Plutão não é mais planeta. Houve um engano. Ah! Não! Diz que Plutão é um planeta-anão. Um nanico corpo celeste, sem direitos e competência de planeta.
E agora, hem,  Drummond? Como ficaria você e como ficam outros escorpianos, que no auge de suas vidas foram regidos por Plutão........ Como teria sido a carreira de Cecília Meireles, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Picasso,  sem a iluminação de Plutão-planeta?
E dos outros, que nasceram já no governo de Plutão ou que, como você, ganharam-no como regente em algum momento de suas vidas? Imagine: Pelé (teria ele feito menos de mil gols?), Saramago (não teria ganho o Prêmio Nobel de Literatura?),  Ziraldo (teria desenhado de mais ou de menos?), Maradona (teria tido mais brilho ainda, teria sido menos temperamental?), Milton Nascimento(teria cantado sua Travessia pelo mundo afora?), Bill Gates (deve agradecer a Plutão pelos bons resultados no mundo da informática?). E o presidente Lula, escorpiano de final de outubro........ Essa descoberta do nanismo de Plutão agora, quando ele está em plena corrida eleitoral, pode mudar sua trajetória para melhor ou para pior?
Resta-nos aguardar algum recado da Astrologia, que não é tida como ciência, contudo, estuda a influência dos astros sobre o comportamento humano. Só ela para nos informar como passa a ser a co-regência de um planeta-anão no signo de Escorpião. Ou. O que pode acontecer com o destino de quem, a partir de  agora, vai ver mudado o traçado de seu mapa astral.

Terezinha Pereira
Enviado por Terezinha Pereira em 26/08/2006
Código do texto: T226098
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Sobre a autora
Terezinha Pereira
Pará de Minas - Minas Gerais - Brasil, 68 anos
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